Você já deve ter vídeos de OVNis (objeto voador não identificado) pela internet e parte deles são intrigantes justamente por terem sido feitos por cinegrafistas amadores. Apesar de a imagem estar lá, não dá para saber ao certo se aquilo é real ou algum truque de imagem que você nunca viu. Porém, as coisas mudam quando a Marinha dos EUA simplesmente publica, na lata, três vídeos feitos por eles em que aparecem OVNIs.

Foi isso que aconteceu durante esta segunda-feira (27): foram liberados três vídeos feitos pelas forças militares dos EUA chamados de “FLIR”, “GO FAST” e “GIMBAL” com o objetivo de “esclarecer quaisquer equívocos do público sobre se as filmagens que circulavam eram reais ou não, ou se há ou não mais vídeos”.



Ainda que tenham citado como motivo “esclarecer equívocos”, o fato é que os três vídeos trazem mais perguntas do que respostas. A questão deixa de ser “estes vídeos são reais?” para algo mais como “o que será que são esses objetos filmados?”.

Se você der uma olhada neles (abaixo), vai reparar que foram feitos por pilotos militares que ficam impressionados ao tentar seguir estes objetos com a mira de suas aeronaves — pelo menos dois dois três vídeos têm som, então fica clara a surpresa dos pilotos.

Estes vídeos são relativamente velhos na internet e circulam, pelo menos, desde 2017. Alguns deles, inclusive, foram trazidos à tona por meio de um esforço do To The Stars Academy, tocado por Tom DeLonge, que foi vocalista da banda de rock Blink-182.

Importante notar que a divulgação desses vídeos de forma oficial foi obtida por meio de uma solicitação FOIA (Freedom of Information Act), uma espécie de Lei de Acesso à Informação dos EUA. Em um comunicado ao site War Zone, diz a Marinha:

O Departamento de Defesa autorizou a liberação de três vídeos não confidenciais da Marinha, um feito em novembro de 2004 e outros dois em janeiro de 2015, que circulavam em domínio público após divulgação não autorizada em 2017. A Marinha dos EUA reconheceu anteriormente que esses vídeos que circulavam em domínio público eram, de fato, vídeos da Marinha. Após uma análise minuciosa, o departamento determinou que a liberação autorizada desses vídeos não confidenciais não revela nenhuma capacidade ou sistema sensível, e não afeta nenhuma investigação subsequente de incursões no espaço militar por fenômenos aéreos não identificados.

O Departamento da Defesa está divulgando os vídeos para esclarecer quaisquer equívocos do público sobre se as imagens que circulavam eram reais ou não, ou se há ou não mais vídeos. Os fenômenos aéreos observados nos vídeos permanecem caracterizados como “não identificados”. Os vídeos divulgados podem ser encontrados no Gabinete de Leitura FOIA Do Comando Naval de Sistemas Aéreos”.

Resumindo: os vídeo são reais, mas o que eles mostram, nem a Marinha sabe.

[Jalopnik e Vice Brasil]