Há muitas coisas divertidas que você poderia estar fazendo este fim de semana, porém, por falta de sorte, você poderia precisar de um tratamento de canal emergencial. Este é indiscutivelmente o procedimento dentário mais temido. Porém, se um novo tipo de preenchimento evoluir, ninguém mais vai precisar passar por este processo doloroso.

Entendendo o tratamento de canal

Talvez, você tenha sorte por nunca ter tido que passar por este procedimento e não tem a menor ideia sobre o que estou falando. Então, eu explico. Dentistas tipicamente tratam cavidades perfurando o local com problema e “tampando” o buraco com um tipo de preenchimento, feito de ouro, porcelana, um composto de resina ou um amálgama de alguns elementos (geralmente uma liga de mercúrio, prata, cobre, estanho e, às vezes, zinco).

Acontece que esses preenchimentos podem dar errado, e quando isso rola, todos os tecidos moles do centro do dente — como nervos e vasos sanguíneos — podem ser infectados e eventualmente morrerem. Geralmente, o nosso corpo não lida bem com essa situação. Pode começar com uma dor fraca, porém, rapidamente, pode se transformar em uma dor infernal.

Quando isso acontece, você precisa de um tratamento de canal para salvar o dente. Uma vez que o paciente está anestesiado, o dentista abrirá o dente e raspará todos os tecidos do nervo e a polpa (vasos sanguíneos), e preencherá com guta-percha e tampar tudo com cimento endodôntico. Com todos esses tecidos moles fora, a dor diminui, porém não há mais fluxo sanguíneo para o dente morto. Para manter sua estrutura íntegra, muitos dentistas usam uma cara coroa de porcelana.

Novo material

Resumindo, tratamentos de canais — mesmo os mais tranquilos — não são divertidos, e seria sensacional se nós nunca mais tivéssemos de lidar com isso novamente. Então, por antecipação, vamos aplaudir a equipe de pesquisadores de Harvard e da Universidade de Notthingham, que descobriu um novo tipo de biomaterial sintético para preenchimento que é regenerativo.

O material, na verdade, estimula o crescimento de células-tronco na polpa, que poderia reparar os danos de um dente danificado, fazendo com que ele passasse por um processo de autocura. Isso eventualmente reduziria o número de preenchimentos que falham, e consequentemente, reduziria o número de tratamentos de canais.

 Não é de se admirar que a equipe ficou em segundo lugar na categoria de materiais na Competição de Tecnologias Emergentes, patrocinada pela Royal Society of Chemistry.

[Popular Science]

Imagem por Eric Schmuttenmaer/Creative Commons