Desde 2012, dois anos após o lançamento do iPad e com o mercado de smartphones mais consolidado, a venda de computadores tem caído. Mas quem acha que o PC morreu, calma lá. Pela primeira vez em seis anos, a venda dessas máquinas cresceu, de acordo com a consultoria Gartner.

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Foram enviadas (ou seja, unidades fabricadas que foram às lojas), 62,1 milhões de unidades neste ano. O número representa um aumento de 1,4%, se comparado com o mesmo período em 2017. O relatório indica “algum crescimento”, mas alerta que a indústria ainda está se recuperando.

As cinco principais fabricantes de computadores tiveram crescimento, mas quem mais comemorou foi a Lenovo, que obteve 10,5% de crescimento – o número, no entanto, só foi alcançado graças a joint venture que ela formou com a Fujitsu. A Dell cresceu 9,5%, a HP 6,1%, a Acer 3,1% e a Apple 3%.

O relatório não leva em consideração os Chromebooks, o que, por um lado, mostra que a indústria não sentiu o baque dos notebooks baratinhos do Google.

“No segmento de negócios, o momentum do PC vai enfraquecer em dois anos, quando o pico de substituição do Windows 10 passar. As fabricantes devem procurar por maneiras de manter o crescimento no mercado de negócios quando o ciclo de upgrade do Windows 10 acabar”, disse Mikako Kitagawa, principal analista da Gartner.

O desafio é manter o crescimento enquanto tablets se tornam cada vez mais poderosos e podem passar a rodar aplicativos e softwares mais pesados, antes exclusivos dos laptops e desktops.

Vida longa ao PC.

[TechCrunch]

Imagem do topo: Lalmch/Pixabay