O Droid X, o monstro da Motorola sucessor do Droid (o nosso Milestone) chegou às lojas americanas esta semana e aparentemente despertou o interesse de muita gente. Várias reportagens dão conta que é difícil achá-lo nas lojas físicas da Verizon (operadora que tem exclusividade) e, no site, a espera é de pelo menos 10 dias. Parece um bom começo de carreira do bicho, depois do estrondoso sucesso do primeiro da sua geração. Todos os grandes sites já fizeram as suas resenhas e, como há uma chance enorme de ele aparecer no Brasil nas próximas semanas, vamos dar uma passada por elas e ver o que nos aguarda.

No papel, o Droid X é impressionante mesmo. Ele roda Android 2.1 (em breve 2.2), tem tela touchscreen capacitiva de 4,3” (resolução 854×480), câmera de 8 MP e capacidade de filmar em alta definição (720p), saída HDMI e um processador de 1 GHz (mais avançado que o Snapdragon encontrado em outros smartphones).

Na prática, ele se saiu bem nos testes, ganhando no geral nota 8 ou 8,5. Ele foi bem avaliado no que se esperava (A TELA!), e a maior reclamação ficou por conta do software, de inconsistências do Android ao aplicativo da câmera ou widgets do Motoblur. Ponto a ponto:

TELA

ZDNet: Há algumas coisas a se dizer da enorme tela de 4,3”. Pra começar o espaço de tela é um sopro de ar fresco. Navegação, compras em lojas virtuais, ler textos – tudo é mais fácil com mais área para ler, e uma vez que você vê um site completo (como o ZDNet.com!) nesta coisa, é realmente difícil voltar. No fim das contas, a tela não é tão grande quanto parece, porque é mais comprimento que largura. Isto posto, é meio que larga demais para minhas mãos. (Talvez eu apenas estou acostumado a usar um celular mais magro.) Nesse sentido, a tela claramente não é para todo mundo – mas é para mais gente do que você pode pensar.

BATERIA

DigitalTrends: O Droid X tem uma bateria de 1540 mAh, com impressionantes 8 horas estimadas de tempo de conversação e 10 dias em standby. A Sprint não apresentou os números da bateria do EVO, mas no uso diário, nos pareceu que a bateria do Droid X foi até mais longe no dia do que tanto o EVO ou o iPhone 4.

CÂMERA

CNet: A qualidade das fotos da câmera de 8 megapixels foi bem variável. Apesar de ter autofoco, nós nem sempre conseguíamos uma foto nítida, e o fato de ter um lag de disparo não ajuda. Com um pouco de paciência, você consegue algumas fotos bem bacanas, e o flash ajuda a capturar imagens em ambientes escuros. Fotos ao ar livre também pareceram boas. Para um cameraphone, o vídeo em alta definição gravado pareceu ótimo. A imagem estava nítida, mesmo nas sequências de ação, que normalmente tendem a ficar pixeladas. 

CPU

SlashGear: A forte performance da CPU do Droid X fica aparente no browser, com renderização instantânea e zoom e scrolling sem lag. Não há suporte a Flash, é claro, até que o Android 2.2 traga o Flash 10.1 ao celular. Há ainda acesso ao Android Market, com a sua crescente seleção de apps, e verdadeiro multitarefa do tipo que os donos de iPhone 4 apenas sonham em ter. 

MOTOBLUR

GizmodoUS: A assustadora sensação de que o Android é o novo Windows toma forma da primeira vez que você liga o Droid X. Sete telas estilo Desktop, cheias de widgets, botões e programinhas – a grande maioria você nunca vai querer ou precisar. É excesso de informação e quase incompreensível se você não viu ao menos dois filmes antigos de Star Trek. Os minutos perdidos limpando tudo para ter uma área de trabalho razoavelmente limpa, em um movimento de apertar, segurar e mover para a lixeira por vez, me trouxe de volta a memória dos dias perdidos removendo crapware dos Sony Vaios dos meus parentes reclamões. Um hardware fantástico, cheio de seda e lixo. Por que a Motorola iria querer que esta fosse a sua primeira impressão do seu celular?

VERSUS iPHONE 4

A PCWorld fez uma interessante e detalhada comparação entre o Droid X e o smartphone da Apple em diversos pontos. O Droid X levou no quesito preço e como tocador de música. Houve empate entre sistema operacional (vai da preferência) e reprodução de vídeo. O iPhone 4 ganhou – às vezes apertado, outras de lavada – nos quesitos câmera, filmadora, velocidade de dados e, acredite, qualidade da ligação (muitos reclamaram que o volume das chamadas do Droid X era muito baixo).

CONCLUSÃO

Engadget: Em mãos, o Droid X torna-se bem menos mágico como celular do que era o Droid. É bom, e é uma execução bem decente do Android 2.1, mas não é um aparelho do tipo "Eu preciso ter" – especialmente se pensarmos no Droid Incredible e o anunciado Droid 2. Do ponto de vista de hardware, este celular é basicamente a execução perfeita do que uma usina de smartphone deveria ser, mas, em termos de software, a Motorola claramente ainda tem trabalho a fazer para jogar no mesmo nível que a HTC faz com a sua interface Sense. Se ela conseguir chegar lá – ou, diabos, se oferecer este telefone com o Froyo cru – você provavelmente terá o melhor aparelho Android já feito. 

Como fizemos na época do Milestone, vamos esperar o iminente lançamento brasileiro para escrever uma resenha Made in Brazil. E vocês, estão animados com este celular? Ou preferem o verdadeiro sucessor do Milestone, com tecladinho e tudo?