Pelo menos oito pessoas receberam iPads antes do lançamento. Provavelmente os três jornalistas de tecnologia mais famosos dos EUA e umas carinhas novas. A maneira de resenhar coisas é diferente no texto de cada um, mas a conclusão é basicamente a mesma: o iPad é bom.  Em vez de você gastar seu inglês lendo uma a uma, separamos as resenhas em pedacinhos, com a opinião de cada um separada por quesito.

 

Performance do chip:

Walt Mossberg, Wall Street Journal: "Insanamente rápido"
David Pogue, New York Times: "Realmente rápido"
Ed Baig, USA Today: "Estupidamente rápido"
Xeni Jardin, BoingBoing: "Rápido e suave"
Tim Gideon, PC Mag: "Impecável"
Bob "Dr. Mac" Levitus: "Ele detona"

 

Ausência de webcam?

Mossberg: Se você precisa de chat com vídeo, o iPad não vai te satisfazer
Pogue: Adeus, vídeo-chats do Skype
Baig: Sem webcam, para nós que desejávamos chat com vídeo…
Jardin: Não mencionou
Gideon: Meu maior problema com o iPad
Levitus: Não mencionou

 

Teclado virtual



Mossberg: Mais confortável e preciso de usar que o apertado teclado de netbook com touchpad
Pogue: Na vertical, digitar é horrível. Quando fica em modo paisagem, é quase usável
Baig: Ok para e-mails e anotações, mas eu não gostaria de escrever artigos usando isso
Jardin: Não mencionou
Gideon: Se não fosse confortável, eu teria abandonado o iPad mil palavras atrás (mas o case de US$ 39 ajuda)
Levitus: Bastante usável mesmo no modo retrato. Mas ainda melhor no modo paisagem.

 

Tempo de bateria
 

Mossberg: 11 horas e 28 minutos, uns 15% a mais que a Apple garante
Pogue: Mais de 12 horas
Baig: 10 horas, mais ou menos
Jardin: Um dia inteiro de uso de internet constante
Gideon: 9 horas e 25 minutos
Levitus: Incapaz de monitorar por 10 horas porque minha mulher Lisa ficava tirando da minha mão o tempo inteiro.

 

Performance do navegador

Mossberg:  Funciona lindamente; tira vantagem da tela grande para mostrar páginas inteiras e diminuir o tanto de rolagem que você precisa
Pogue: Navegar é melhor que no iPhone porque é muito rápido e você não precisa dar muito zoom ou arrastar
Baig: Excelente para navegar na internet
Jardin: O que nós sempre quisemos sentir ao navegar pela internet
Gideon: A coisa irritante é a falta de suporte aos vídeos em Flash. Mesmo assim, navegar é impressionante – e rápido
Levitus: As páginas carregam rápido

 

Potencial como Ebook

Mossberg: A tela maior e colorida é superior a do Kindle e não tive problema com cansaço da vista… mas o catálogo da Apple no lançamento é muito menor que o do Kindle
Pogue: O novo aplicativo de e-reader iBook é cheio de toques bacanas… Mas você não consegue ler a tela direito sob a luz do sol
Baig: Mais elegante e fácil de navegar que os menus travados do Kindle… Mas ler deitado na cama é mais confortável com o Kindle que com o iPad
Jardin: A maneira que sempre quisemos que os livros eletrônicos fossem. Rico, ágil e denso com imagem, som e navegabilidade, sem quebrar o fluxo da história
Gideon: O iPad mostra livros em uma maneira bem mais bonitinha que o Kindle, mas é preciso esperar para ver quais os efeitos de se ler por muito tempo no iPad
Levitus: Baixar um livro de 300 páginas só demorou uns 2 minutos… Ler um livro na tela do iPad foi uma surpresa bem agradável

 

Adjetivo especial

Mossberg: Laptop killer
Pogue: À prova de idiotas
Baig: Überhyped (Mais que super hypado)
Jardin: Sensual
Gideon: A força-motriz
Levitus: Uma nova bala no seu tambor

 

Comparação

Mossberg: Apenas o tempo dirá se ele é um desafiante legítimo para o laptop e o netbook
Pogue: Você pode ter um laptop por menos dinheiro… Mas o iPad não é um laptop
Baig: A antítese de netbooks vagabundos e sem capacidade de processamento
Jardin: É uma experiência totalmente diferente
Gideon: Quando meu laptop morrer, em algum momento, eu comprarei um iPad
Levitus: Não é muito um substituto para o laptop como eu imaginava

 

Opinião Bônus

Mossberg: O aparelho pode ser usado como porto-retratos digital
Pogue: Os apps feitos originalmente para o iPhone aparecem em seu tamanho natural – pequenos e centralizados na tela – ou, com um toque, são maximizadas, mas a resolução menor é aparente
Baig: Nos EUA ao menos, você compra o serviço 3G diretamente do iPad. O valor não aparece na conta do provedor (AT&T, no caso) ou pelo iTunes, mas diretamente na sua conta de cartão de crédito
Jardin: Ele fica bem no meu colo quando estou comendo, e é fácil limpar o miojo da tela
Gideon: Quando se usa o adaptador Dock Connector/VGA de US$ 29  dá para mandar vídeos em HD de 1.024×768 par auma tela grande
Levitus: Ele fica confortável no seu joelho ou coxa. E, ao contrário de muitos laptops, não fica quente ou queima sua perna quando você usa assim.

 

Conclusão

Mossberg: Um avanço ao fazer computação mais sofisticada possível através de uma interface sensível ao toque simples
Pogue: Manipular material digital diretamente através do toque é uma experiência completamente nova – e profundamente agradável
Baig: A Apple basicamente acertou na mosca com o seu primeiro iPad, mas certamente há espaço para melhorias
Jardin: Em algum lugar entre o celular e o notebook, o iPad atinge um ponto G totalmente novo
Gideon: O iPad é um produto perfeito? Não… Há muitas coisas que ele não faz, mas o que ele faz de fato, o faz incrivelmente bem
Levitus: Antes da chegada do iPad, minha mulher não entendia porque alguém iria querer um. Agora ela fica dizendo "Não, você não pode devolver isso."

 

Aqui está a lista dos artigos originais de onde tiramos as citações. Cada uma é especial à sua maneira, e eu recomendo que você leia todas elas. Mas se você estiver com pressa, pule direto par as do Pogue, Baig e Xeni.

 

 

Walt Mossberg – Wall Street Journal/AllThingsD
David Pogue – The New York Times
Ed Baig – USA Today
Xeni Jardin – Boing Boing and Boing Boing TV
Tim Gideon – PC Magazine
Bob "Dr. Mac" LeVitus – Houston Chronicle