Seria isto o roto falando do amassado? A Microsoft fez uma queixa formal à Comissão Europeia, dizendo que o Google está se comportando de maneira anticompetitiva no que se trata de buscas na web. No centro da discórdia, está o YouTube, comprado pelo Google em 2006: a Microsoft diz que engines de busca da concorrência ficaram restritas de “acessá-lo de forma adequada para seus resultados de busca”.

Além disso, eles dizem que os celulares com Windows Mobile foram bloqueados de usar o YouTube de forma adequada. Brad Smith, vice-presidente sênior e conselheiro-geral da Microsoft, escreve no blog TechNet:



O Google permitiu que seus próprios celulares com Android acessem o YouTube, para que seus usuários possam pesquisar por categorias de vídeo, encontrar favoritos, ver avaliações e mais, nas interfaces de usuário ricas oferecidas por esses celulares. Ele fez o mesmo para os iPhones oferecidos pela Apple, que não oferece um serviço concorrente de busca.

Infelizmente, o Google se recusou a permitir os novos Windows Phones a acessar os metadados do YouTube da mesma forma que os Androids e iPhones fazem. Por isso, o “app” do YouTube nos Windows Phones é basicamente o navegador mostrando o site móvel do YouTube, sem a funcionalidade rica oferecida por celulares da concorrência. A Microsoft está pronta para lançar um app de alta qualidade para a plataforma Windows Phone. Nós só precisamos de permissão para acessar o YouTube da forma que outros celulares já fazem, permissão que o Google se recusou a fornecer.

Existe um app do YouTube para Windows Phone 7, mas ele é exclusivo para aparelhos da HTC. Os outros aparelhos precisam contar com a interface simplificada do YouTube para celular (imagem acima) – nem mesmo é a versão com HTML5 que pode ser acessada de iPhones e Androids.

Pelo menos a Microsoft parece consciente da ironia de abrir uma queixa de práticas anticompetitivas na Europa, onde foi acusada da mesma coisa com o Windows e o Internet Explorer. Smith reconhece que “haverá alguns, é claro, que irão apontar a ironia na queixa feita hoje. Tendo passado mais de uma década na mesma situação com a Comissão Europeia, o registro de uma queixa formal contra antitruste é algo que levamos a sério”. Smith explica toda a queixa aqui: [TechNet via The Register; imagem via]