A Microsoft está comprando o LinkedIn em uma transação em dinheiro avaliada em US$ 26,2 bilhões. A rede social continuará a operar de forma independente e manterá sua marca após a aquisição.

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Esta é a aquisição mais cara na história da Microsoft. Até então, o recorde era do Skype, comprado por US$ 8,5 bilhões. A divisão móvel da Nokia foi comprada por US$ 7,2 bilhões; e a Mojang (de Minecraft), por US$ 2,5 bilhões.

O LinkedIn deve reforçar a conexão da Microsoft com o mundo profissional, onde ela obtém a maior parte de sua receita com o Office e o Windows. A rede social tem mais de 433 milhões de profissionais, muitos dos quais pagam assinaturas para usar recursos premium.

Vale lembrar que o LinkedIn é mais do que uma rede social: eles são donos do Lynda.com, uma plataforma de e-learning, e do SlideShare, para compartilhar apresentações na web; além disso, eles oferecem recursos para ajudar empresas no recrutamento de novos funcionários.

O CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, responderá diretamente ao CEO da Microsoft, Satya Nadella. A transação está prevista para ser concluída no final deste ano.

Paul Thurrott, jornalista que cobre Microsoft há décadas, não está muito animado com essa aquisição:

Tal qual ela fez com o Skype, com resultados desastrosos, a Microsoft deixará o LinkedIn permanecer independente da nave-mãe. Seu CEO permanecerá como CEO, embora ele vá se juntar à equipe de liderança sênior da Microsoft. Tudo o que o LinkedIn precisa fazer é bater “métricas-chave de desempenho”. Então, vejamos: a Microsoft vai gastar quatro Nokias em uma empresa que ela irá tratar como o Skype. Será que isso soa como uma receita para o sucesso?

De fato, algumas grandes aquisições da Microsoft não deram muito certo. Bem, enquanto não vemos o impacto real disso, temos estas sugestões bem-humoradas do que deve acontecer em breve. [Microsoft]

Atualizado às 10h50