O cara está cutucando um saco na foto acima? Sim. O novo conceito de interface tátil da Microsoft Research permite que você interaja com cutucões e apertos em vez de cliques e toques.

O saquinho que você vê acima não é o principal componente deste dispositivo: no caso, é o sensor na base do aparelho, que gera e monitora um campo magnético. A sacola está recheada com alguma substância magnética (como limalha de ferro), por isso o sensor detecta quaisquer perturbações no campo magnético e consegue traduzi-los para movimentos, sejam eles em um plano ou gestos mais complexos, que levem em conta a pressão do dedo na superfície. Tecnicamente interessante, mas acho que este conceito precisa de um algo-a-mais:

[Um pesquisador disse que] fazer um dispositivo que pode alternar entre um dispositivo de entrada e de saída seria desafiador. Mover rolamentos usando campos magnéticos não deve ser muito difícil, mas "[mover] bexigas de fluido ferroso seria mais complicado", diz ele.

Como assim, dispositivo de saída? Isso é novidade! Imaginem só, viciados em mouse: daqui a alguns anos, seu Intellipoint será uma bolsa pulsante de fluido magnético. John C. Dvorak, 1984:

A natureza do computador pessoal simplesmente não é compreendida completamente por empresas como a Apple (ou nenhuma outra, por sinal). A Apple faz o pressuposto arrogante de pensar que sabe o que você quer e do que você precisa. Ela, infelizmente, deixa o porquê fora da equação — por exemplo, "Por que eu iria querer isso?". O Macintosh usa um dispositivo experimental para apontar, chamado "mouse". Não existe evidência de que as pessoas querem usar isso. Eu não quero um desses dispositivos modernosos.

Troque "mouse" por "saco onduloso de fluido ferroso" e pronto: a ideia já não parece tão ruim assim, hein? [Technology Review]