Isto pode ter acontecido com você: ao chegar na casa de um parente ou conhecido menos experiente em tecnologia, ele lhe pede para dar uma olhada no computador que está meio lento, e você se depara com infinitas barras de ferramentas no navegador, entre outros horrores. O navegador padrão do Windows 10 não terá mais isso.

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A Microsoft divulgou alguns novos detalhes sobre o Edge (ex-Project Spartan), e entre eles, está o fim do suporte a BHOs (Browser Helper Objects), tecnologia que permite colocar barras de ferramentas no navegador.

O suporte a ActiveX também acabou: é uma forma de carregar plugins que funcionam apenas no Internet Explorer. É também uma forma de deixar o navegador muito inseguro, porque o ActiveX tem permissões muito amplas para rodar no Windows.

Para se tornar mais seguro, o Microsoft Edge terá Flash embutido, assim como o Chrome; e poderá renderizar PDFs de forma nativa – nada disso exigirá plugins.

Microsoft Edge - captura de tela

Além disso, o Edge será um app universal, não um programa comum para Windows. Isso significa que ele rodará dentro de uma sandbox, sem ter acesso profundo ao sistema. Dessa forma, páginas da web maliciosas não poderão causar tantos danos quanto antigamente.

Isso também significa que o Edge receberá atualizações mais rápidas através da Loja do Windows, em vez de depender do Windows Update. E o Edge é mais seguro por rodar em 64 bits por padrão, “dificultando aos hackers o acesso a posições precisas de memória para atingir os seus objetivos”.

O Edge terá suporte a extensões que poderão ser portadas do Firefox ou Chrome. Isso será ativado no terceiro trimestre, diz a empresa, para que desenvolvedores possam criar add-ons para o navegador.

A Microsoft cogita levar o suporte a extensões para o Edge em smartphones com Windows 10 também, mas vê isso como um “objetivo de longo prazo” devido a “mais limitações como espaço, memória e potência” fora dos PCs.

Cortana no Spartan (2)

O navegador tem uma engine de renderização chamada EdgeHTML, que joga fora tudo de ruim que havia no Internet Explorer. Foram removidas 220.000 linhas de código, e acrescentadas 300.000 linhas para tornar o Edge mais compatível com a web moderna.

Além disso, o navegador terá um modo de anotações, que permite desenhar em cima da página e guardar a imagem no OneDrive; modo de leitura, que reformata artigos da web e salva artigos para ler depois; e a integração com a Cortana, para quem você pode fazer perguntas.

O Microsoft Edge será lançado apenas para o Windows 10; o sistema será distribuído como uma atualização gratuita a partir de julho. O Internet Explorer continuará presente no Windows 10, mas apenas por questões de compatibilidade. Para saber mais: [Microsoft via Mashable; Ars Technica]

Imagem via Maximillian Dornseif/Flickr