Em julho, um memorando interno avisava que a Microsoft deixaria de fazer celulares simples, tanto da linha Asha como da plataforma Series 40. (Os aparelhos Nokia X com Android também vão “rodar”.)

Hoje, a empresa lança o Nokia 130, um celular simples que custará US$ 25. A empresa voltou atrás? Bem… a Microsoft nunca disse que iria abandonar o Series 30.



Trata-se de uma plataforma ainda mais simples para celulares, que não roda nem apps Java – algo exclusivo do Series 40 e da Asha Platform. Dos modelos mais recentes, só um (o Nokia 220) tem acesso à internet – 2G, é claro.

É fácil confundir aparelhos Series 40 com celulares Series 30. Todos possuem teclado alfanumérico, ambos podem ter câmera, ambos podem ter Bluetooth… A única coisa que realmente os diferencia é a capacidade (ou não) de rodar apps Java, algo difícil de notar só olhando para o aparelho.

Nokia-220-groupNokia 220, que também roda a plataforma Series 30

Será que a Microsoft está só desovando um produto que a Nokia já tinha pronto? Talvez não. Jo Harlow, chefe da divisão de celulares, diz ao Re/code que “a empresa está comprometida com essa parte do negócio a longo prazo”.

A ideia é apresentar serviços como Bing e OneDrive para novos clientes em mercados emergentes. “Esses consumidores vão criar uma conta Microsoft e tornar-se parte do ecossistema Microsoft”, diz Harlow. Mas como, se o Nokia 130 não tem acesso à internet?

O Nokia 130 roda a plataforma Series 30. Ele possui tela de 1,8 polegada, lanterninha na parte traseira, e suporte a cartão microSD de até 32 GB. Ele toca vídeos, músicas em MP3 e rádio FM. O celular se conecta via USB ou Bluetooth, e estará disponível “neste trimestre” em versões com um ou dois chips.

Em um memorando interno, Jo Harlow dizia que as áreas responsáveis pelo Asha, Series 40 e Nokia X entrariam em “modo de manutenção”, e seriam fechadas gradualmente nos próximos 18 meses. A Microsoft voltou atrás, ou só o Series 30 vai sobreviver?

A Microsoft vai demitir 18.000 funcionários nos próximos doze meses; 12.500 deles vieram da Nokia. [Nokia Conversations e Re/code via TechCrunch]