A Microsoft está se desfazendo de algumas partes da empresa: em menos de 24 horas, ela anunciou duas vendas – uma para o Uber, outra para a AOL.

Segundo o Re/code, a Microsoft vendeu parte de sua divisão de mapas para o Uber, incluindo um data center, câmeras, licenciamento de patentes e 100 funcionários.



Isso significa que a Microsoft deixará de coletar mapas aéreos, 3D e de rua. O Bing Maps continua vivo, no entanto: a maior parte de seus dados vem do Nokia HERE; daqui para a frente, tudo virá de parceiros.

No Uber, a equipe vinda da Microsoft responderá a Brian McClendon, que trabalhava no Google Maps e agora comanda uma divisão de tecnologias avançadas. Com ela, o Uber quer criar carros autônomos, que levam passageiros sem a necessidade de um motorista.

O Uber diz que não pretende oferecer um concorrente ao Google Maps: em vez disso, eles querem melhorar seu serviço de transporte. Rumores dizem que a empresa está interessada em comprar a divisão HERE da Nokia; ela não confirma isso.

Aol

E, segundo o Wall Street Journal, 1.200 funcionários da Microsoft que trabalham com anúncios serão transferidos para a AOL – que, sim, ainda existe. Ela será responsável por exibir propagandas nos serviços da Microsoft nos EUA e em outros oito países.

Com o acordo, o buscador padrão nos sites da AOL – que chegam a 200 milhões de pessoas todo mês – será o Bing, não mais o Google. E a Microsoft continuará a vender anúncios que aparecem no Bing.

A AOL é um dos provedores mais conhecidos de internet discada, mas hoje possui uma estrutura enorme de propaganda, desenvolvendo tecnologias para distribuir anúncios pela internet. Ela também é dona de sites como Engadget, TechCrunch e Huffington Post, e do serviço de mapas MapQuest. Este ano, a AOL foi comprada por US$ 4,4 bilhões pela operadora americana Verizon.

Na semana passada, vazou um memorando de Satya Nadella, CEO da Microsoft, dizendo que a empresa teria que “fazer algumas escolhas difíceis em áreas nas quais as coisas não estão funcionando”. Vender boa parte das divisões de anúncios e mapas parece fazer parte desses planos. O valor das transações não foi divulgado. [Re/code e Wall Street Journal]

Imagens por Bing Maps Blog e Jason Persse/Flickr