O Ministério da Saúde anunciou hoje (25) que a partir da segunda quinzena de setembro, irá começar a distribuir vacinas contra a Covid-19 para doses de reforço e reduzir o intervalo entre as doses da Pfizer e da AstraZeneca.

Segundo as autoridades, “a ação será destinada a todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para pessoas acima de 70 anos vacinadas há 6 meses”.

Além disso, a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca.

Ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou: “Nos reunimos ontem com a Opas [Organização Pan-Americana de Saúde] e com o comitê técnico que assessora a imunização e tomamos a decisão.” A escolha da data se deu porque, até lá, toda a população acima de 18 anos no Brasil já terá sido vacinada com ao menos uma dose.

Ainda para a coluna, Queiroga afirmou que a decisão foi tomada diante da possibilidade de disseminação da variante Delta do coronavírus no Brasil.

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Como já contamos aqui no Gizmodo Brasil, o país não é o primeiro a adotar uma terceira dose. Em Israel, por exemplo, os cientistas já viram um aumento da proteção de até seis vezes contra casos graves e hospitalizações em idosos. Outros lugares também aprovaram a medida, como Hungria, Chile, Uruguai e França.

Porém, ainda não há um consenso sobre o tema. Para a OMS, a prioridade deve ser abastecer de doses aqueles países que ainda não conseguiram vacinar sua população, até que se chegue a ao menos 10% das pessoas vacinadas em todos o mundo. “Eu entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas usando ainda mais”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.