O Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato de compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik-V contra a Covid-19, desenvolvida na Rússia pelo Instituto Gamaleya de Moscou. O acordo prevê a entrega de 400 mil doses até o final de abril, 2 milhões no fim de maio e 7,6 milhões em junho.

A Sputnik-V ainda precisa de liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder ser aplicada no Brasil. Os responsáveis pela vacina ainda não entraram com o pedido de autorização para uso emergencial.

O anúncio do Ministério ocorre dias depois de governadores e prefeitos fecharem acordos para também comprarem a Sputnik V. O Consórcio Nordeste, formado pelos estados da região, deve enviar proposta para a compra de 39,6 milhões de doses, e as prefeituras de Belo Horizonte (MG), Betim (MG) e Maricá (RJ) também vão adquirir o imunizante.

A vacina do Gamaleya usa dois adenovírus humanos, Ad5 e Ad26, para entregar o material genético para produzir a proteína spike, parte do coronavírus que se liga às células do organismo. Assim, o sistema imunológico pode ser treinado para reagir melhor ao agente infeccioso. A técnica é a mesma a vacina da Janssen (que usa apenas o adenovírus Ad26) e parecida com a da AstraZeneca/Oxford (que usa um adenovírus que originalmente infecta chimpanzés).

O imunizante precisa ser mantido no congelador e deve ser administrado em duas doses, com três semanas de intervalo entre elas. A Sputnik V teve resultados científicos dos testes de fase 3 publicados na revista Lancet e atingiu uma eficácia de 91,6%.

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Até o momento, o Brasil vem usando as vacinas CoronaVac, que é feita pelo Butantan, e a da AstraZeneca/Oxford para imunizar sua população. Dados dessa quinta (11) apontavam que 9,29 milhões de brasileiros já haviam recebido ao menos uma dose. Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde anunciou acordos de compra das vacinas da Pfizer, da Janssen e Covaxin. Destas, apenas a Pfizer está autorizada para uso no Brasil.

O anúncio de compra da vacina Sputnik V se junta a outras novidades no combate à Covid-19 divulgadas também nessa sexta (12): o registro definitivo da vacina de Oxford e a autorização do uso do medicamento Remdesivir.

[G1]