O ministro das Comunicações, Fábio Faria, informou durante coletiva no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (2), alguns detalhes envolvendo o leilão do 5G e a distribuição da nova tecnologia no Brasil. Segundo o ministro, o leilão das frequências está previsto para o segundo semestre deste ano e o país terá acesso às redes de quinta geração em julho de 2022.

Sem revelar uma data específica, Faria disse que o governo tem se esforçado para manter a agenda de concessões planejada para o segundo semestre. O ministro afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve analisar o edital do leilão na próxima semana. Depois disso, a Anatel terá 30 dias para a realização do leilão. Se tudo correr conforme o cronograma do governo, ele deve acontecer no mês que vem, em julho.

A previsão da Anatel é que o leilão arrecade R$ 35 bilhões. A previsão do ministro das Comunicações é que, até julho do ano que vem, todas as 27 capitais do país tenham suporte para a tecnologia 5G, o que significa que a população terá acesso a planos que vão operar nas novas frequências de internet móvel.

O ministro ainda declarou que o 5G vai possibilitar avanços semelhantes aos que acompanhamos com a popularização do 4G no país. “O 5G vai ser uma revolução tecnológica. O 4G foi crucial para conectar as pessoas por voz e dados. Uber, internet banking e WhatsApp teriam sido impossíveis sem o 4G”, disse.

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Comitiva viaja para coletar mais dados nos EUA

No próximo domingo (6), Faria e uma comitiva de outros ministros e parlamentares viajará para os Estados Unidos com o objetivo de tratar da implementação da tecnologia 5G no Brasil. A missão passará pelas cidades de Washington e Nova York, onde os integrantes da comitiva vão conhecer as redes privativas de 5G e firmar parcerias com potenciais investidores em telecomunicações.

“A próxima década será do 5G, e com isso vamos precisar de muito investimento, e nossa viagem tem como objetivo dialogar com investidores para o país”, afirmou o ministro.

Além de Faria, integram a comitiva os senadores Flavio Bolsonaro e Ciro Nogueira; o secretário de Assuntos Estratégicos do Planalto, Flávio Rocha; Alexandre Ramagem, diretor da Abin; Hélio Santana, diretor de tecnologia da presidência da República; ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro, Bruno Dantas e Walton Alencar, além de um representante do Ministério da Defesa especialista em cibersegurança e representantes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério das Comunicações.

[CNN, Poder360, Agência Brasil]