Os clientes da TIM insatisfeitos com o serviço prestado pela operadora ganharam um reforço de peso hoje cedo: Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações. Em um café da manhã na Conaje, Bernardo voltou a reclamar da operadora e disse que, se nada mudar, ela corre o risco até de ter as vendas de novos planos suspensas.

O “boom” de clientes na TIM derivado de promoções e planos pré-pago super baratos parece ter sobrecarregado a operadora. É uma das mais fortes teorias, defendida também pelo Ministro, para explicar tantas reclamações e ações na justiça que emergiram nos últimos meses contra a TIM. A solução seria investir mais em infraestrutura, coisa que a empresa diz estar sempre fazendo, mas cujos resultados, pelo menos na prática, raramente se fazem perceber.

Pelo tom do Ministro Paulo Bernardo, porém, dessa vez vai. No evento hoje cedo, ele disse que “em seis ou sete Estados” a qualidade da TIM está abaixo do ideal e mandou o ultimato:

“Ou a TIM investe e melhora o serviço, ou vamos proibir a venda de novos planos. Vamos ter de assinar um termo de compromisso com a companhia, na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).”

Foi a terceira vez que Bernardo teceu críticas públicas à TIM.

À INFO, a TIM informou que não está sabendo desse termo a ser assinado na Anatel, que passa, bem como as demais concorrentes, por verificação rotineira pela agência e que está aberta ao órgão regulador para “tratar de eventuais deficiências suscetíveis à rede de uma operadora móvel.” Por email, a empresa enviou um comunicado a acionistas para tranquilizá-los, dizendo que tem realizado investimentos pesados na casa dos US$ 3 bilhões/ano nos últimos quatro anos, a maior parte desses recursos destinada à infraestrutura, além de listar novidades e outros números grandões.

Para o bem dos clientes e da própria TIM, esperamos que essas melhorias venham logo e que sejam eficazes. Afinal, o serviço pode ser até de graça, mas se não funciona direito, que vantagem tem o usuário? [INFO. Foto: TV Brasil/Flickr]