Missão DART: pela 1ª vez na história, asteroide é desviado por nave controlada da Terra

Pedregulho espacial, que tinha o tamanho de um estádio de futebol, estava a 11 milhões de quilômetros de distância e não trazia riscos para a Terra. Ainda assim, sucesso da missão é uma conquista e tanto. Entenda
Imagem: Reprodução/NASA

É tão sensacional quanto parece: controlando uma nave com o tamanho de uma máquina de refrigerantes, a NASA conseguiu desviar o asteroide Dimorphos, que tinha as dimensões de um estádio de futebol (cerca de 170 metros).

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Toda a ação, dos cálculos até o momento do impacto, foi feita à distância. A equipe responsável pela operação da missão DART estava na Terra. É a primeira vez que uma operação para alterar a rota de um asteroide que passaria “próximo” ao nosso planeta é feita dessa maneira.

Basicamente, a missão envolveu chocar uma nave a uma velocidade de 6,6 quilômetros por segundo no centro do asteroide. Bom, não foi exatamente no centro, mas a cerca de 17 metros dele — segundo estimou Elena Adams, engenheira de sistemas da missão DART, durante uma entrevista coletiva.

O tuíte abaixo, que compara o tamanho do pedregulho espacial com o Coliseu de Roma dá uma ideia do tamanho da tarefa.

A nave suicida operou de forma autônoma nas últimas quatro horas da missão. Os cálculos para o local do impacto e velocidade, afinal, já haviam sido feitos de antemão. Ainda assim, a equipe de especialistas da NASA operou tudo diretamente do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. Eles poderiam corrigir qualquer erro de rota até 5 minutos antes do impacto, que aconteceu exatamente às 20h14 desta segunda-feira (26).

Você pode assistir ao exato momento da colisão — flagrada pelas câmeras à bordo da nave da missão DART, neste vídeo. Dá também para acompanhar também a reação em tempo real da equipe NASA clicando aqui.

Viajando a cerca 11 milhões de quilômetros de distância da Terra, o asteroide não representava um risco para o nosso planeta. Ou seja, não é como se ele estivesse em rota de choque e a NASA precisasse trabalhar com afinco para desviar seu caminho — um problema digno de roteiro de ficção científica. Contudo, o que a agência espacial quis foi testar exatamente isso: em que pé estava sua preparação para repetir a técnica se fosse preciso.

Impactos relevantes de meteoros na Terra são raros, acontecendo apenas a cada 10 milhões de anos. Mas, para que a humanidade não corra riscos, é melhor saber direitinho como agir.

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Guilherme Eler

Guilherme Eler

Editor-assistente do Giz Brasil, são-carlense e vascaíno. Passou pelas redações de Superinteressante, Guia do Estudante e Nexo Jornal.

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