Embora o dodô já tenha morrido há muito tempo – porque os seres humanos comeram eles todos – a memória deles vive na nossa imaginação. Muito sobre os pássaros peculiares – que eram endêmicos apenas das ilhas Maurícias – continua sendo um mistério, mas uma nova pesquisa finalmente forneceu algumas ideias sobre os hábitos reprodutivos e o ciclo de vida do dodô.

Imagem cortesia de Julian Pender Hume

Um estudo publicado hoje em Scientific Reports analisou a estrutura de 22 fósseis de 22 dodôs diferentes (Raphus cucullatus) coletados de vários lugares das Maurícias. Alguns dos ossos eram de dodôs juvenis, que curiosamente continham muitos tecidos conhecidos como ossos fibrolamelares. O osso fibrolamelar é tipicamente encontrado em dinossauros, aves e mamíferos de crescimento rápido, de modo que os pesquisadores sugerem que os dodôs cresciam rapidamente até atingir sua maturidade sexual.

Imagem cortesia de Julian Pender Hume

Alguns ossos continham cavidades incomuns, que a equipe acredita estar ligada à muda de plumagem do dodô, a perda natural de suas penas. Os pesquisadores dizem que isso, juntamente com outras observações de ossos de dodô, poderia realmente ajudar a explicar o momento do ciclo reprodutivo de dodôs.

“Nós propomos que os dodôs se reproduziam em agosto e que o rápido crescimento dos pintinhos permitiu atingir um tamanho robusto antes do verão austral ou temporada ciclônica”, escrevem os pesquisadores. “A evidência histológica [baseada na análise microscópica do tecido] de muda sugere que, após o verão, a muda começava nos adultos que acabavam de ter cria; O tempo de muda derivado da histologia óssea também é corroborado por descrições históricas do dodô pelos marinheiros”.

Infelizmente, ainda há muito sobre os dodôs que não sabemos, porque eles foram extintos há quase 300 anos. Mas se o conhecimento é realmente poder, então todo estudo sobre esses pássaros é um pouco de justiça. Descansem em paz, meus anjos.

Imagem de topo: Wikimedia Commons

[Scientific Reports]