Em outubro, uma análise da indústria de smartwatch dizia que as vendas estavam caindo. Essa afirmação foi refutada por uma análise diferente dizendo que, na verdade, as vendas estavam aumentando. Porém, temos de concordar em uma coisa: os smartwatches são chatos. No entanto, este aqui é bem bacana.

O primeiro smartwatch do mundo foi lançado em 1977
Nova interface usa a sua pele como extensão de um smartwatch

Usando um kernel customizado de um smartwatch, pesquisadores da Carnegie Mellon University alteraram a faixa de frequência do acelerômetro do smartwatch para 4 KHz em vez do padrão, que é 100 Hz. Este aumento de 3900% abriu completamente um novo mundo de aplicações utilizando sinais bioacústicos.

Em uma das aplicações, o relógio modificado pode facilitar gestos do tipo Minority Report no uso de interfaces. Em outra, foi possível ligar ou desligar as luzes de um ambiente com um estalar de dedos, ajustar o brilho fazendo um movimento de pinch girando (como o de um volume antigo de rádio) e confirmar a ação com um movimento rápido com os dedos (como se fosse um peteleco).

O sistema permite ainda que uma pessoa navegue por serviços de vídeo balançando as mãos e escolher dentre uma das opções com um estalar de dedos. Apesar da firula, este último parece ser bem mais lento que usar um controle — portanto, nem tão útil assim para este fim.

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Imagem: Gierad Laput

O que é mais interessante é a habilidade de identificar objetos que a pessoa esteja segurando. Um usuário pode afinar a guitarra baseado nas vibrações sentidas com a mão nos pinos da guitarra. Uma aplicação para a cozinha da interface é permitir que durante o preparo de cookies uma barra de progresso mostre quanto tempo a pessoa deve ficar batendo os ovos.

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A implementação final da modificação usa vibrações estruturadas que são programadas em uma etiqueta acústica, permitindo que objetos indetectáveis sejam reconhecidos. Em um exemplo, uma placa de identificação de um escritório foi equipada com uma etiqueta, com detalhes de contato de uma pessoa, e estes detalhes são transmitidos para o smartwatch apenas ao tocar a placa.

Fabricantes de smartwatch devem ter em mente estes tipos de aplicação para o futuro. As companhias precisam começar a mostrar ao público o que é possível fazer com esses aparelhos, pois ler mensagens de texto no pulso nem é tão legal assim.

[Future Interfaces Group]