Milhões de anos atrás, animais azarados pousaram na resina pegajosa de árvores. Eles ficaram presos e preservados até que os seres humanos os encontrassem. Os fósseis do futuro, no entanto, provavelmente serão muito mais estranhos do que insetos na seiva da árvore.

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Um engenheiro fez a impressão 3D dessa estrutura em formato de favo de mel e descobriu uma mosca presa dentro da impressão, como um inseto no âmbar. Esqueça Jurassic Park, um dia esse novo fóssil pode ser o começo de algum tipo de Parque Quaternário.

“[A mosca] Ficou presa durante a impressão”, disse o professor sênior de engenharia Eifion Jewell, da Universidade de Swansea, no País de Gales, em um email enviado ao Gizmodo. “Não sei o que a atraiu ou por que ela decidiu ficar parada quando ficou, mas isso levou à sua destruição.”

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Imagem: Richard Johnston

Claro, nunca saberemos se os pesquisadores fizeram qualquer coisa para atrair as moscas, mas isso não importará no futuro. Os polímeros e as resinas são, na sua maioria, não biodegradáveis, portanto, se esse pedaço de material impresso em 3D acabar em um aterro sanitário, alguém no futuro realmente poderia colocá-lo em algum tipo de museu de pós-singularidade.

As pessoas já começaram a chamar a era moderna de “Antropoceno”, o tempo em que os seres humanos começaram a atuar como uma força geológica da natureza. Como já escrevemos no passado, as pessoas impactaram a Terra ao introduzir espécies invasoras e ao mudar o clima. Peças de plástico como essa realmente poderiam acabar virando ainda mais fósseis da nossa estranha e nova era.

Quanto à mosca, escreveu Jewell, “há uma moral em algum lugar dessa história sobre dormir no trabalho”.

[h/t Richard Johnston!]

Imagem do topo: Richard Johnston