Depois de antecipar a linha Moto G8, a Motorola apresenta ao mercado brasileiro seu primeiro smartphone com câmera retrátil, o Moto One Hyper, marcando a estreia da marca nesta categoria de produto que veio pipocando entre os diversos concorrentes durante o ano.

O Moto One Hyper chega ao varejo a partir desta quarta-feira (4), e ele tem preço sugerido de R$ 2.499. Por ora, só estarão disponíveis modelos na cor azul oceano. Em janeiro de 2020, a marca disponibilizará as outras cores: vermelho âmbar e rosa boreal.

O grande barato de não ter câmera selfie é a possibilidade de ter uma tela sem interferências na parte frontal do aparelho. Então, o One Hyper tem um display grandão de 6,5 polegadas Full HD, o que deve agradar bastante quem curte ver vídeos no smartphone sem qualquer tipo de interferência de notches.

Câmera frontal do Moto One Hyper

Por dentro, ele tem especificações de um aparelho intermediário quase premium. O processador é o Qualcomm Snapdragon 675 octa-core de 2 GHz. Ele terá 128 GB para armazenamento e 4 GB de memória RAM. A bateria é de 4.000 mAh.

Algo interessante neste aparelho é que ele vem com um carregador de 45W, que é a maior potência disponível em um aparelho no mercado brasileiro. A companhia promete com 12 minutos de carga uma autonomia de até 12 horas.

Como outros aparelhos da linha One, ele não faz parte do programa Android One, que define dispositivos com Android puro e com garantia de duas atualizações. Em compensação, ele já sai da caixa com o Android 10.

Sobre as câmeras, a de selfie retrátil tem 32 MP, enquanto na traseira tem dois sensores, sendo um de 64 MP com abertura de f/1.8 e outro de 8 MP com abertura de f/2.2. Os sensores traseiros conta com o recurso dual night vision que, em bom português, possibilita tirar fotos decentes mesmo em condições com pouca luz.

De acordo com a Motorola, a “retração” da câmera selfie não deve ser uma grande preocupação para os usuários, pois a marca implementou um sistema baseado no giroscópio do aparelho que ao detectar uma queda, ela se “esconderá” automaticamente.

Traseira do Moto One Hyper

Apesar de ter um telão livre de bordas, o leitor de impressão digital do One Hyper fica na parte traseira do dispositivo. A escolha é curiosa, pois a própria Motorola tem um smartphone com leitor de digital sob a tela.

Mas por que mais um aparelho à essa época do ano? Segundo Thiago Masuchette, head de produtos da Motorola, isso faz parte do novo posicionamento da empresa de não mais represar lançamentos. “Se você segura muito uma inovação, ao divulgar, você perde esta vantagem comercial”, disse o executivo durante conversa com jornalistas na sede da empresa em São Paulo nesta terça-feira (3).

No portfólio da Motorola, a linha Moto One tem sido a que traz mais recursos novos e fica posicionada entre os “intermediários avançados”. Os últimos lançamentos foram focados em câmeras (o Zoom tem vários sensores, enquanto o mais recente, o one macro, é voltado para quem quer captar detalhes).

Neste ano, a Motorola quis popular bem o ramo de aparelhos intermediários. O único topo de linha anunciado neste ano pela empresa é o Moto Razr que, na verdade, só será lançado no Brasil e nos Estados Unidos a partir de janeiro de 2020 e com um preço bem salgado.

De qualquer forma, parece que a marca tem tido resultado, pois os valores praticados pela Motorola em boa parte dos seus aparelhos, sobretudo a linha Moto G, batem com o valor médio gasto pelos brasileiros apontado pela consultoria de mercado IDC,  com um gasto em torno de R$ 1.300. Só resta saber como a empresa deve se posicionar no próximo ano, pois, por aqui, o ramo de dispositivos Android topo de linha foi dominado pela Samsung e suas diferentes variações da linha S e a linha note e pela Huawei, que fez bastante barulho com o P30 Pro.