A Motorola lançou no domingo (26) uma série de vídeos no YouTube sobre o novo Razr, uma versão renovada do seu telefone com o mesmo nome de meados dos anos 2000, em comemoração ao início da pré-venda do celular. Mas com eles veio um aviso sobre o aparelho dobrável: “A tela é feita para dobrar; elevações e protuberâncias são normais”.

A pré-venda começou no domingo (26) nos EUA, exclusivamente pela Verizon, por US$ 1.499, embora o telefone não estará até 14 de fevereiro, segundo o site da Verizon, e não em 6 de fevereiro, como a Motorola havia anunciado anteriormente.

Em um vídeo intitulado “Cuidando do razr“, a empresa parece tentar acalmar preventivamente o medo dos usuários de se deparar com outra situação similar ao Galaxy Fold.

Recapitulando, na primeira tentativa da Samsung de lançar um smartphone dobrável, “protuberâncias e elevações” acabaram sendo o primeiro sinal de uma falha iminente na tela para vários usuários.

A Motorola diz que esse não é o caso do Razr. A tela dobrável de plástico do telefone aparentemente depende de uma dobradiça projetada com mais resistência interna. No entanto, vincos inestéticos e, como a Motorola definiu, algumas “elevações e protuberâncias” provavelmente vão surgir com o uso eventualmente, um efeito colateral para se obter a flexibilidade do material que ninguém descobriu como resolver completamente ainda. Rumores sobre o Galaxy Z Flip da Samsung (ou qualquer que seja o nome que ele vai acabar recebendo), no entanto, sugerem que a empresa vai optar por uma “cobertura de vidro ultrafina pela primeira vez no mundo“, o que poderia muito bem reverter a tendência.

O resto das instruções da Motorola aborda algumas regras básicas para o manuseio do Razr, como evitar objetos pontiagudos e protetores de tela, limpá-lo com um pano seco quando ele se molhar e, se você for colocá-lo no seu bolso, pelo amor de Deus, pelo menos feche a coisa primeiro.

Em resumo, acontece que era apenas uma ilusão quando um executivo da Motorola falou especificamente sobre o Razr em uma entrevista ao Verge que eles “não iam sair por aí dizendo que ‘os consumidores devem ter cuidado com a forma como usam o telefone’”.