A Motorola enviou um convite para a imprensa gringa sobre um evento no dia 13 de novembro e geral está apostando que será o lançamento do Razr dobrável. Para falar a verdade, o material enviado entrega praticamente de bandeja que será isso mesmo.

O material mostra um GIF de um dispositivo dobrando e desdobrando e no e-mail há frases que dizem que o evento terá “a revelação esperada de um ícone reinventado” e “you’re going to flip” (você vai enlouquecer), brincando com a palavra “flip” que, em inglês, pode ser uma uma gíria para enlouquecer, ao mesmo tempo que remete ao saudoso Razr.

Os rumores sobre o Razr dobrável estão surgindo há alguns meses. Já tivemos patentes, imagens e especulações sobre especificações.

A expectativa é que o smartphone venha com um chipset Snapdragon 710, deixando de lado um processador topo de linha, 4 GB ou 6 GB de RAM e 64 GB ou 128 GB de armazenamento. Uma informação esquisita que circula é que ele teria bateria de apenas 2.730 mAh, muito pequena para os padrões atuais.

A tela deve ser OLED e ter 6,2 polegadas na parte de dentro, com uma tela menor na parte de fora. O design deve lembrar os celulares flip da marca e os rumores indicam que ele custará US$ 1.500 (R$ 6.200, na cotação atual). Uma imagem que foi vazada recentemente e descoberta pelo SlashLeaks mostra um telefone que parece uma recriação muito fiel do Razr V3.

Este é o V3 clássico. Crédito: Sam Rutherford/Gizmodo

A Motorola será a terceira grande marca a tentar entrar na onda dos smartphones flexíveis. Depois de meses de atrasos e problemas, a Samsung finalmente está vendendo o caríssimo Galaxy Fold, enquanto a Huawei ainda planeja comercializar o Mate X nos próximos meses. Além desses dois smartphones já anunciados, vimos tentativas mal sucedidas como o Royole Flex Pai e alguns conceitos interessantes de marcas como a Xiaomi.

Essa tentativa de aparelhos dobráveis é inevitável, mas ainda estou muito cético sobre a real praticidade deles. Talvez essa seja a chance de a Motorola pular na frente e retomar o prestígio dos anos 2000.

[CNET]