A luta pela igualdade de gênero certamente acumulou algumas conquistas, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive, estabeleceu como o seu quinto objetivo de desenvolvimento sustentável “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”. O campo da política ainda é um exemplo de baixa representatividade feminina se considerarmos a quantidade de homens que ocupam os cargos de liderança. Mas que diferença isso faz para um país?

Uma pesquisa da Rice University, nos Estados Unidos, indica que os governos com forte representação feminina são mais propensos a cumprir as promessas de campanha. O estudo, conduzido pelo professor de ciência política Jonathan Homola e publicado na Legislative Studies Quarterly, analisou as promessas de campanha e as políticas públicas subsequentes em 11 países: Estados Unidos, Canadá, Áustria, Bulgária, Alemanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.

No caso de governos em que as mulheres assumem cargos de liderança, a tendência de as promessas serem mantidas é ainda maior. Em comunicado da universidade, Homola diz que o estudo mostra a importância de incluir mulheres no processo de criação de políticas públicas. “As mulheres podem, na verdade, ser mais eficazes nesse processo do que os homens, mesmo quando enfrentam os mesmos desafios institucionais.”

O método utilizado pelo pesquisador foi analisar os dados do Comparative Party Pledge Group (CPPG), que identifica as promessas anunciadas nas plataformas dos partidos políticos e avalia até que ponto elas foram cumpridas posteriormente.

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No comunicado, Homola ainda afirmou que, no futuro, pretende estudar como a representação política feminina pode impactar o processo de aprovação de leis relacionadas a questões de gênero.

[Rice University via Galileu]