Nesta quarta-feira (1), a NASA anunciou as duas empresas privadas que devem trabalhar com a agência no desenvolvimento de novos trajes espaciais. São elas a Axiom Space e a Collins Aerospace.

Ambas são velhas conhecidas da NASA. A primeira já organizou voos comerciais para a ISS e está trabalhando em sua própria estação espacial privada, enquanto a segunda trabalhou com a agência no desenvolvimento de outras roupas no passado.

Os novos trajes devem ser usados no programa Artemis, da NASA, que voltará a enviar humanos à Lua. A agência espacial tem como meta colocar a primeira mulher e a primeira pessoa negra no satélite em 2025. 

O valor total dos contratos é de US$ 3,5 bilhões. O design dos trajes ainda não foi especificado, mas a ideia é que sejam criadas vestimentas leves, flexíveis e em diversos tamanhos. Até então, os trajes eram pensados para astronautas homens, o que limitava a caminhada espacial das profissionais mulheres devido às maiores proporções das roupas.

Os trajes não se limitam ao programa Artemis. Além da viagem à Lua, a NASA também pretende utilizá-los para substituir as vestimentas disponíveis hoje na Estação Espacial Internacional (ISS).

Por ser uma iniciativa privada, não há exclusividade com a agência americana, o que significa que as empresas responsáveis pelo traje também poderão usar as roupas para outras finalidades no futuro.

A NASA utiliza o mesmo traje, chamado de unidade de mobilidade extraveicular (EMU), desde 1983. Ele possui duas versões, sendo que ambas foram produzidas por uma equipe liderada pela ILC Dover e pela Collins Aerospace.

Os modelos já estão ultrapassados. Desde março, os astronautas a bordo da ISS não estão podendo utilizar as vestimentas para caminhadas espaciais de rotina devido a um vazamento de água que ainda está sendo investigado. A peça deve ser enviada à Terra para ser analisada.