O trabalho da NASA, além de desenvolver projetos atuais, é investir em tecnologias que talvez pareçam ficção científica, mas que nos levem para a próxima geração de missões espaciais. Afinal, há um século, a ideia de um pouso lunar estava praticamente fora da realidade. Esta semana, a NASA escolheu cinco conceitos aparentemente distantes que ela quer estudar mais.

O NIAC, sigla para Programa de Conceitos Avançados e Inovadores da NASA, é o órgão responsável pela análise e seleção de quais conceitos – vindos de pesquisadores, universidades e até empresas independentes – devem receber apoio da NASA.

O programa já concedeu mais de US$ 23 milhões para centenas de ideias ao longo dos anos, e agora eles divulgaram suas próximas cinco Grandes Ideias. Vamos dar uma olhada.

Uma nave-mãe que libera rovers em formato de porco-espinho

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Este conceito desenvolvido na Universidade Stanford quer ajudar a NASA a explorar pequenos corpos do sistema solar. Ele funcionaria assim: a nave-mãe que fica no espaço lançaria uma nave robótica menor em um pequeno planeta, lua, ou mesmo asteroide.

Cada nave, que a equipe apelidou de “ouriço” devido a seus espigões de estabilização, contém três pêndulos que os ajudam a realizar três tipos diferentes de movimento, a fim de explorar estes locais desconhecidos. Eles poderão saltar longas distâncias, graças a um sistema para controle de altitude – eis um GIF do protótipo:

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Elas podem rolar também. E, finalmente, eles poderão voar como naves espaciais comuns. Os ouriços ajudariam a nave-mãe a mapear corpos instáveis e ​​menores sem pousar neles.

Partículas de poeira viram “câmera”

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O Jet Propulsion Laboratory da NASA teve esta ideia extraordinária: construir um enorme sistema óptico no espaço usando nuvens de partículas de poeira. A nuvem, que seria moldada por pressão, formaria a abertura da “câmera”: ou seja, ampliaria o alvo para que a NASA pudesse ver objetos distantes no espaço em uma resolução alta.

Porque não usar um sistema óptico normal, e lançá-lo ao espaço? Bem, porque ele seria pesado ​​e frágil. Esta estratégia seria muito mais fácil de criar e manter no espaço.

Um telescópio levado por balão sub-orbital

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A NASA já usa balões para ver o espaço, como o projeto do telescópio BLAST na imagem acima (que revelou “metade da luz das estrelas do Universo”). Mas um pesquisador do Observatório Steward em Tucson quer levar este conceito mais longe, lançando um balão de mais de 9 m de largura em voo sub-orbital. O enorme balão agiria como um refletor para o telescópio dentro dele, facilitando a obtenção de imagens no espaço.

Ver dentro de asteroides usando partículas subatômicas

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Thomas H. Prettyman, cientista do Instituto de Ciência Planetária, quer usar partículas subatômicas – como múons, gerados quando raios cósmicos colidem com objetos – para conseguir ver dentro desses objetos. A ideia é olhar de perto os asteroides e cometas que estão perto da Terra.

Essa tecnologia poderia ser usada, por exemplo, para descobrir quais minerais estão dentro de um asteroide a fim de minerá-lo. Ou isso poderia dar aos cientistas uma ideia melhor do tamanho e composição de um objeto que pode estar em rota de colisão da Terra, ajudando a gerar uma estratégia para mudar sua trajetória.

Esses dois cenários ainda são fictícios, mas esta técnica também seria útil no presente, uma vez que nos daria muita informação sobre objetos interplanetários que ainda não podemos acessar.

Imagem: Asteroide Ida, via NASA.

Uma alternativa melhor a telescópios para longas missões espaciais

É fácil entender por que há tantas ideias de câmeras nesta lista: à medida que a humanidade avança no espaço, ter sistemas ópticos melhores para observar o espaço será absolutamente essencial. Este conceito, por S. J. Ben Yoo, da Universidade da Califórnia em Davis, foi projetado para substituir os tradicionais telescópios volumosos em missões espaciais.

O projeto para este Sensor de Imagem Fotônico e Planar de Baixa Massa envolve reunir “milhões de interferômetros para detecção direta da luz branca, densamente acondicionados em circuitos integrados”, ao invés de usar os volumosos sistemas tradicionais.

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De acordo com a equipe de pesquisa, este design “permite novas missões emocionantes para a NASA, pois proporciona uma câmera de grande abertura… a uma fração do custo, massa e volume de telescópios espaciais convencionais.”

Saiba mais sobre esses conceitos no site da NASA.

Imagem de capa: lançamento da Missão 40, via NASA.