Quatro anos atrás, um asteroide do tamanho de um ônibus cortou o céu de Chelyabinsk, na Rússia, despedaçando vidros em torno de um perímetro de 96,5 quilômetros e mandando 1.200 pessoas para o hospital com lesões relacionadas ao incidente. Em um esforço para aprender mais sobre esses raros mas perigosos encontros com objetos do espaço, a NASA usou um supercomputador para recriar o momento em que um asteroide de tamanho comparável àquele atinge a atmosfera.

• Sonda Cassini: A tempestade hexagonal de Saturno é pura beleza caótica
• NASA encontra mais dez planetas que podem abrigar vida

O modelo 3D foi desenvolvido pela divisão NASA Advanced Supercomputing (NAS) como parte do projeto de preparação da agência para incidentes com asteroides, o Asteroid Threat Assessment Project (ATAP). Simulações tão fiéis como essa, que foi executada em um supercomputador Pleiades, podem ajudar cientistas a estimar a quantidade de dano que asteroides podem causar durante sua entrada atmosférica, planejando então as estratégias de mitigação apropriadas.

A simulação acima mostra um corte transversal de um asteroide de tamanho próximo daquele que explodiu na Rússia em fevereiro de 2013. Quando o asteroide de 20 metros de largura atingiu a atmosfera da Terra, ele estava viajando a cerca de 20 quilômetros por segundo, ou 72 mil quilômetros por hora.

As áreas cinza e preta representam a massa rochosa do asteroide, enquanto as laranja e vermelha representam a onda de choque quente de alta pressão que se forma em torno dele durante a entrada. Essa onda de choque, além de causar caos abaixo, faz com que o asteroide se quebre e achate como uma panqueca. Devido à forma irregular do asteroide, as instabilidades aerodinâmicas resultantes partem o objeto, destruindo-o em pedaços. O asteroide e seus fragmentos dissipam uma quantidade tremenda de energia na atmosfera em uma distância curta, criando perigosas ondas explosivas e radiação térmica no solo.

De fato, conforme estamos aprendendo, o principal perigo causado por asteroides não está no local de impacto (isso se ele conseguir chegar à superfície antes de se partir) ou no tsunami subsequente (caso ele atinja um grande corpo d’água), mas, sim, na enorme onda de choque que ele produz em sua entrada. Como estudos recentes apontaram, cerca de três quartos de todas as mortes por asteroide vêm do calor e da explosão de vento produzidos por um asteroide grande.

Por outro lado mais positivo, aqui vão algumas imagens de filhotinhos de cachorro.

[NASA]