Mais de dois anos depois de seu lançamento, a espaçonave OSIRIS-REx, da NASA, enviou o que a agência espacial está chamando de uma vista em “super-resolução” do asteroide Bennu. A OSIRIS-REx é a empolgante missão da NASA em direção ao asteroide 101955 Bennu, próximo da Terra. A nave deve alcançar o objeto em cerca de um mês, para coletar e trazer uma amostra dele para ajudar cientistas a entender melhor as origens do Sistema Solar.

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A imagem aproximada do Bennu foi criada com uma série de imagens tiradas em 29 de outubro e compartilhadas pela agência espacial nesta semana. A NASA usou oito imagens capturadas pela espaçonave, a aproximadamente 330 quilômetros de distância, para criar uma imagem composta bastante clara.

“A espaçonave estava se movendo enquanto capturava as imagens com a câmera PolyCam, e o Bennu rodou 1,2 graus durante o quase um minuto que decorreu entre a primeira e a última captura”, disse a NASA nesta semana. “A equipe usou um algoritmo de super-resolução para combinar as oito imagens e produzir uma vista de maior resolução do asteroide. O Bennu ocupa cerca de 100 pixels e está orientado com seu polo norte no topo da imagem.”

Depois de ter sido lançada em setembro de 2016, a OSIRIS-REx finalmente chegará ao Bennu em dezembro. A nave espacial leva consigo uma carga de cinco instrumentos científicos que usará para explorar o asteroide. Além do objetivo da missão de trazer uma amostra de asteroide rica em carbono, a OSIRIS-REx também estudará a superfície e a composição do asteroide, medirá o efeito da luz solar em sua órbita e documentará o regolito do Bennu (material solto que cobre sua superfície). A espaçonave deve trazer amostras do Bennu à Terra em 2023.

De acordo com pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), que se identifica como parte de uma equipe de processamento de imagem trabalhando na missão, essa bela vista é apenas o começo de uma série de observações bem empolgantes que estão por vir.

“Em dezembro de 2018, começaremos a obter imagens com a MapCam, também uma das câmeras da missão, usando filtros de cor”, disse Javier Licandro, pesquisador do IAC, em um comunicado. “Isso nos permitirá gerar mapas de cor e estudar a distribuição geográfica de diferentes materiais no Bennu, incluindo silicatos alterados pela presença de água líquida.”

[NASA, Instituto de Astrofísica de Canarias]

Imagem do topo: NASA/Goddard/Universidade do Arizona