A NASA anunciou nesta quinta-feira (9), que vai montar uma equipe dedicada a estudar OVNIs (objetos voadores não identificados) ou UAPs (do inglês fenômenos aéreos não identificados).

Em nota, a agência espacial diz que o número limitado de observações de “fenômenos” do tipo torna difícil conhecer a natureza científica de tais eventos. A NASA reforçou que avistamentos do tipo são de interesse da segurança nacional, mas disse também que “não há evidências de que os UAPs tenham origem extraterrestre”.

A equipe de estudo será independente, e liderada pelo astrofísico David Spergel, que é presidente da Simons Foundation, em Nova York, e foi diretor do departamento de astrofísica da Universidade de Princeton. Daniel Evans, o vice-administrador associado adjunto para pesquisa na Diretoria de Missões Científicas da NASA, servirá como oficial da NASA responsável por conduzir o estudo.

Spergel diz que o primeiro passo é coletar todas as informações possíveis. “Dada a escassez de observações, nossa primeira tarefa é simplesmente reunir o conjunto mais robusto de dados que pudermos”. Vamos identificar quais dados – de civis, governo, organizações sem fins lucrativos, empresas – existem, o que mais devemos tentar coletar e como analisá-los da melhor forma”, disse, em comunicado.

O estudo da NASA está previsto para começar em setembro, irá durar em torno de 9 meses e vai custar US$ 100 mil — quase R$ 500 mil.

Não é a primeira vez que o tema vira objeto de estudo de uma instituição “séria” nos Estados Unidos. Em junho do ano passado, o Pentágono divulgou um relatório sobre as possíveis origens dos UAPs, listando cinco possíveis explicações para o que pilotos vez ou outra avistam nos céus.