No início deste mês surgiram rumores que a Nintendo continua firme e forte no plano de lançar uma versão aprimorada do Switch ainda no final de 2021. Agora, um novo boato aponta que a companhia vai utilizar a tecnologia DLSS da Nvidia para que o console suporte gráficos melhores.

Até agora, as informações sobre a reformulação do Switch não trouxeram grandes novidades. As principais são essas: de que ele poderá rodar conteúdos em 4K e que a tela passará a ser AMOLED com 720p. Com a suposta inclusão do DLSS da Nvidia, as coisas mudam de figura, já que o dispositivo teria uma capacidade maior em otimizar títulos em altas definições. Os rumores são da Bloomberg, que também afirma que o console terá CPU mais rápida, além de mais capacidade interna na memória.

DLSS, ou Deep Learning Super Sampling, é um processo avançado de gráficos que normalmente renderiza as imagens em uma resolução mais baixa e, em seguida, usa inteligência artificial e técnicas de aprendizagem profunda (deep learning) para aumentar a resolução, reduzindo o impacto de desempenho necessário para produzir gráficos de alta definição. Dependendo do conteúdo ou do título específico, o DLSS pode aumentar as taxas de quadros por segundo em 75% a 100%.

A principal desvantagem é que, para que os jogos aproveitem ao máximo o DLSS, eles precisam ser atualizados com um novo código ou instruções. No caso do suposto novo Nintendo Switch, isso significa que o suporte para DLSS pode aparecer apenas em jogos futuros, uma vez que não pode ser usado nos títulos existentes. A solução seria as desenvolvedoras refazerem o código dos games para torná-los compatíveis com a técnica.

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Embora a Nintendo ainda não tenha confirmado oficialmente a chegada de um novo modelo do Switch, a Bloomberg e outras fontes afirmam que console poderá estar à venda nas festas de fim de ano. O preço também é desconhecido, mas especula-se que ele custe US$ 50 ou US$ 100 a mais do que o Switch atual, que hoje é vendido a US$ 300 nos Estados Unidos.

A única coisa que pode afetar os planos da Nintendo é a atual crise global de chips, que tem limitado a disponibilidade de uma ampla gama de eletrônicos de consumo, incluindo GPUs, processadores móveis, chips automotivos e consoles de videogame.