Será que vale realmente a pena comprar o Nintendo Switch OLED?

O novo console não tem nenhuma melhoria de hardware e ainda não conserta os problemas de drift do Joy-Com. Então, o que terá de diferente?

Divulgação/Nintendo

Imagem: Nintendo/Divulgação

A Nintendo chamou atenção nesta semana com o anúncio surpresa do novo Switch OLED, console que será lançado em 2022 aqui no Brasil. Mas agora que a poeira abaixou, vale a pena fazermos a seguinte pergunta: um Switch pouco atualizado é o que o público realmente queria ou precisava?

À primeira vista, pagar mais caro por uma tela mais colorida e outras melhorias menores pode soar como um bom negócio, ainda mais para quem não tem o modelo padrão. Por esse ponto de vista, é algo equivalente à lógica de outros consoles atualizados da concorrência, como o PS4 Slim e o Xbox One X.

Contudo, se levarmos em conta as especificações técnicas, o Switch OLED não é necessariamente uma experiência “premium” que muitos esperavam. As novidades são:

E essa é a lista completa. O modelo OLED será compatível com todos os jogos do Switch, e a Nintendo confirmou que ele também poderá ser usado com os docks atuais. A performance e duração da bateria não tiveram alteração.

Imagem: Nintendo/Divulgação

Contudo, há mais algumas funções que já se tornaram um padrão na indústria que não teremos no console da atual geração da Nintendo:

Portanto, o que temos aqui é, no máximo, um Switch retrabalhado, e não um “Switch Pro”. Logo, não será surpresa alguma caso anunciem que o modelo atual será descontinuado em breve. Voltando ao cerne da questão: são estas as melhorias que queríamos ver no Switch OLED? Isso vale o investimento extra?

Relembramos: o Switch OLED foi anunciado por US$ 350, o que equivale a cerca de R$ 1.770 em conversão direta. O modelo atual do console é vendido por US$ 300 (R$ 1.550) nos EUA e por R$ 3 mil aqui no Brasil. Caso a conversão do OLED seja equivalente, podemos esperar que  ele custe, no mínimo, R$ 3,5 mil quando chegar ao mercado nacional no ano que vem.

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