Nos próximos 12 anos, a missão Lucy, lançada no último sábado (16) pela Nasa, passará por oito asteroides ao redor de Júpiter. Além de ser a primeira espaçonave lançada exclusivamente para isso, a sonda investigará “fósseis” da formação planetária durante sua jornada. A agência espacial norte-americana destinou US$ 981 milhões para a missão. 

“Começamos a trabalhar no conceito da missão Lucy no início de 2014. Então, isso está sendo feito há muito tempo”, disse Hal Levison, cientista do Insituto de Pesquisa Southwest que lidera a missão. “Ainda levará vários anos antes de chegarmos ao primeiro asteroide, mas esses objetos valem a espera e todo o esforço porque tem imenso valor científico. Eles são como diamantes no céu.”

Lucy recebeu o mesmo nome de um esqueleto de ancestral humano de 3,2 milhões de anos encontrado na Etiópia há quase meio século. Ele, por sua vez, tem o nome da canção dos Beatles de 1967, “Lucy in the Sky with Diamonds”.

Outra curiosidade sobre Lucy é que os engenheiros da Nasa instalaram uma cápsula do tempo na espaçonave. Ela é destinada a futuros astroarqueólogos, que poderão, assim, recuperar e interpretar as informações.

A cápsula do tempo é uma placa que inclui mensagens de ganhadores do Prêmio Nobel, Martin Luther King Jr., autores e poetas como Orhan Pamuk, Louise Glück, Amanda Gorman, Joy Harjo e Rita Dove. Estão presentes menções aos cientistas Albert Einstein e Carl Sagan e músicos, incluindo os quatro integrantes dos dos Beatles e o guitarrista do Queen (e astrônomo) Brian May. Uma lista completa das mensagens pode ser encontrada no site de Lucy .

A nave usará suas ferramentas para estudar corpos do tamanho de uma cidade — ou até maiores –, detalhando sua forma, estrutura, composição e temperatura, além de outras características de suas superfícies. 

É previsto que Lucy chegue a seu destino em abril de 2025. Para isso, receberá uma ajuda especial da gravidade terrestre em 2022 — uma forma de acelerar e direcionar a trajetória de Lucy além da órbita de Marte. A ideia é que, esse “empurrãozinho” na sonda a leve direção ao asteroide Donaldjohanson — localizado dentro do cinturão de asteroides principal do sistema solar. 

Foto: Nasa / JPL-Caltech

Mesmo passando a mil quilômetros de distância da superfície dos asteroides, Lucy ainda deve conseguir capturar detalhes sobre eles. A expectativa é que a missão Lucy faça uma série de fotos em alta resolução (HD). Tudo graças a um instrumento chamado L’LORRI (sigla para Lucy’s Long Range Reconnaissance Imager), projetado para fazer imagens do tipo. 

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Enquanto essas fotos não chegam, já dá para aproveitarmos as belas imagens do lançamento da missão, feitas pela Nasa.

Foto: Nasa
Foto: Nasa