Desde a revolução da Nokia e sua mudança para o Windows Phone, trimestre após trimestres vemos os números de vendas da empresa e nos deparamos com um cenário emblemático: os aparelhos de baixo custo, da família Asha, vendem mais do que os Lumias. Claro, eles são bem mais baratos e atingem mercados gigantescos, mas parece que a Nokia decidiu dar mais importância à linha: conheça o Asha 501.

O aparelho foi anunciado hoje (9), em Nova Deli, na Índia. É a primeira vez que Stephen Elop faz uma apresentação exclusiva para a linha Asha — antes, os aparelhos eram anunciados em eventos que também contavam com Lumias, apenas servindo como aperitivo para o prato principal. Hoje, algo mudou: Elop subiu ao palco para mostrar o Asha 501, o aparelho básico que mais se aproxima de seus parentes mais velhos.

Nas especificações, o Asha 501 tem câmera de 3,2MP e tela com 3 polegadas e resolução nada empolgante de 320 por 240 pixels. Além disso, o aparelho terá versão com dual sim e promessa de bateria com duração de 17 horas em conversação e 48 dias (!) em standby. E o que ele não tem? 3G. É, sem 3G, porque segundo Elop, 80% do mundo ainda usa 2G, e essa escolha ajudou a formular o novo aparelho. Mas como a Nokia pretende convencer os usuários a comprar um aparelho assim? Mais pelos números das cifras do que pelos números de pixels ou conexões: ele chega em junho em mais de 90 países com o preço sugerido de U$99. E também com a promessa de uma experiência completa, próxima de um Lumia. Como?

A semelhança com os Lumias começa pelo design, que claramente é baseado nos aparelhos com Windows Phone. Cores, curvas e formato se repetem, mas numa versão diminuta. Mas, além do design, o que mais chamou nossa atenção na apresentação foi o sistema operacional: o Asha ainda usa o S40, mas com uma mudança sensível de usabilidade (e nome: agora ele é conhecido como “Nokia Asha Platform”). Motivos para a mudança: segundo Elop, o 501 é o primeiro aparelho a usar tecnologia da empresa Smarterphone, adquirida pela Nokia em 2011, e que se especializou em fazer o Smarterphone OS, um sistema voltado para aparelhos de baixo custo.

Segundo, e provavelmente mais importante, é a participação de Peter Skillman no desenvolvimento do aparelho — Skillman é conhecido como um dos mentores do Palm OS e foi para a Nokia cuidar do finado Meego, que apesar do insucesso, era um sistema interessante. Isso significa que o novo sistema é cheio de gestos para todos os lados — de um lado para o outro, de cima para baixo, vice-versa –, o que pode ser muito interessante. Um celular básico que quer ser smartphone. Será que finalmente alguém conseguiu atingir esse objetivo na forma ideal? Colocaremos nossas mãos em breve no Asha 501 e ainda bateremos um papo com Skillman para descobrir a verdade.

Fotos de divulgação do aparelho:

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O Gizmodo Brasil viajou para a Índia a convite da Nokia e já viu macacos, camelos, esquilos, vacas e porcos por aí. As opiniões são todas nossas.