A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal há alguns dias, mas a Nokia se recusou a comentar. O Meltemi foi mencionado pela primeira vez em abril, num memorando da Nokia vazado pelo The Register, mas não se sabia ainda o que ele era. No memorando, Elop dizia que “haverá oportunidades dentro da organização Meltemi para funcionários trabalhando nas equipes do MeeGo”. Nele, também consta que as filiais da Nokia em Oulu (Finlândia) e Ulm (Alemanha) se tornarão um “polo central” para o Meltemi, e o setor de Celulares em Helsinque e Espoo expandiriam a equipe para trabalhar no Meltemi.

Pelo memorando, infere-se que a Nokia deve investir no S30/S40 para aparelhos bem simples, e o Meltemi estaria em celulares um nível acima, os “rich featurephones” – aparelhos simples com funções de smartphone (“rich” não quer dizer “para ricos”!). Os outros segmentos – mid-end e high-end – seriam então ocupados pelo Symbian e Windows Phone. O setor low-end é muito importante para a Nokia – 47% dos aparelhos vendidos no segundo trimestre eram de baixo custo – mas corre risco devido à forte concorrência de fabricantes chinesas.

Especialistas dizem que a Nokia está repetindo a estratégia da Samsung, que aposta em smartphones com sistema de terceiros (Android e Windows Phone) mas desenvolve o seu próprio, o Bada, pela “democratização do smartphone”. Só que a Nokia já tem um sistema que poderia usar em feature phones mais simples: o Symbian. Por que não levar o Symbian – e seus milhares de apps – a aparelhos mais baratos, em vez de fazer mais outro sistema? [Wall Street Journal via Engadget]

Foto por Girish Gopi/Flickr