Acabamos de confirmar com a Nokia que seus Windows Phones, o Lumia 800 e o 710, chegam ao Brasil no primeiro trimestre de 2012, como já esperávamos. E mais: o Lumia 710 deve ser fabricado no Brasil. Só nos resta uma dúvida: quanto eles vão custar?

Tem gente achando que os Windows Phones da Nokia vão custar de R$1.800 pra cima. Vocês estão loucos: o grande diferencial da Nokia nestes novos aparelhos é o preço. Mesmo que muitos gadgets custem bem mais caro por aqui que no exterior, os smartphones ficaram menos caros no Brasil. E os aparelhos Nokia Lumia são mais baratos que a concorrência mesmo lá fora: chegando aqui, eles devem manter essa vantagem de preço.



Veja o N8, por exemplo: hoje ele custa R$999 no Brasil, e cerca de €320 na Europa (ou R$800). O N9, por sua vez, sai a R$1.699 na pré-venda, e na Europa custa €600 (R$1.450). A diferença entre os preços aqui e na Europa é pequena.

Na Europa, o Lumia 800 sai a €420; o Lumia 710 custa €270. Com o N8 e N9, a Nokia parece converter cada euro por R$3. Se a lógica valer para o Lumia 800 e 710, eles devem custar cerca de R$1.250 e R$800, respectivamente, quando chegarem ao Brasil. Peraí, mas o Lumia 710 será mais barato que o N8? É bem possível: ele é mais barato que o N8 até na Europa. Agora você entendeu por que o diferencial está no preço?

Espere, mas se o Lumia 800 custar bem menos que o HTC Ultimate, ele pode canibalizar as vendas de Windows Phone no Brasil, certo? Provavelmente não. Nós achamos que a Microsoft tem uma estratégia para o Brasil de lançar poucos aparelhos, porém um em cada nível. Esta deve ser a organização:

– Top: HTC Ultimate (R$1.800)
– Intermediários: Nokia Lumia 800 e Samsung Omnia W (~R$1.300)
– Entrada: Nokia Lumia 710 (R$800-R$1000)

Com isto, a Microsoft pode atingir um público maior sem canibalizar as vendas da plataforma – ao contrário do Android – e oferecendo mais opções de hardware (tela e design) com mesmo OS – ao contrário do iPhone. Um número menor de aparelhos também significa, em tese, menor complicação para atualizar o OS. É uma boa estratégia, se for mesmo real.