A pergunta da Forrester, empresa de pesquisa americana, foi simples: “numa semana comum, quantas horas você gasta fazendo cada uma destas opções?”. E depois de anos de domínio total da televisão como o rei do entretenimento, o resultado da pesquisa de 2010 mostra um empate técnico entre a TV e a internet, que cada vez mais é a verdadeira casa do entretenimento. E pelo crescimento da web, a ultrapassagem será nas próximas curvas.

A pergunta foi feita para 30 mil americanos. Em sete dias, eles usam em média 13 horas de internet e 13 horas de televisão. Só que nos últimos cinco anos, o ato de assistir televisão esteve estagnado nas treze horas, tendo um aumento mínimo de 1% ao ano. Já a internet, que em 2005 era responsável por cerca de 6 horas semanais, cresceu 121% no mesmo período. Ou seja, é questão de tempo – e possivelmente pouco tempo – para o jogo virar de vez. Enquanto isso, jornais, rádios e revistas continuam numa vertiginosa queda de audiência.

Além disso, a pesquisa revela detalhes interessantes: apesar de sempre ter sido mais popular entre os jovens, é a primeira vez que a internet é mais popular do que a televisão para pessoas com idade entre 31 e 44 anos. E mesmo entre os mais velhos, entre 45 e 54 anos, há um empate entre os dois concorrentes. Sim, mães e pais americanos estão curtindo muito essa tal de web.

Por aqui, a tendência deve demorar a chegar, como sempre, por conta de nossa banda larga, do acesso à ela e da falta de conteúdo online. Mas lá fora, com o conteúdo produzido pela televisão cada vez mais utilizado na internet em serviços como o Netflix e o Hulu, a tendência de crescimento é ainda maior. Não há mais razões para assinar TV a cabo nos EUA. Assim, ficamos no aguardo de dois fenômenos: a venda de TVs de 40 polegadas como monitores e a produção de conteúdo apenas para web sendo adaptado para os canais de TV, fazendo o caminho inverso do entretenimento atual. [Link]