Num evento com direito a notebook sendo trazido ao palco por um drone (!), a Samsung apresentou ontem sua linha ATIV de notebooks. Os modelos ATIV Book 2, 4, 5, 6 e 9 já estão à venda nas principais lojas do país e trazem como diferencial o SideSync, que permite usar seu smartphone Galaxy como uma extensão do computador — mas só se ele tiver o Android 4.1 ou superior.

Antes, eles atendiam por “Série 2, 4 etc”, mas agora têm o nome comum à toda linha Windows da coreana. Bem, Samsung, você não quer que a gente chame de “série”, mas ainda é a melhor forma de chamar seus notebooks.

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Cada uma das séries da linha ATIV — sigla para Arte, Tecnologia, Inovação e Versatilidade — tem foco em uma característica: a 2 é a básica; a 4 é a profissional; a 5 privilegia a mobilidade; a 6 oferece alta performance; e, por fim, a 9 é a série topo de linha. A 5 e a 9 são Ultrabooks, inclusive.

Ainda não foi a vez do ATIV Book 9 Plus e sua tela de resolução maior que a Retina da Apple darem as caras por aqui. Nada de processadores Intel Haswell também, por enquanto — apenas i3, i5 e i7 da terceira geração (Ivy Bridge), além de Celeron ou AMD na série nos ATIV Book 2.

O ATIV Book 9, o melhor que a empresa sul-coreana oferece por aqui, tem processador Intel Core i5 (nada de i7), 4GB de RAM, SSD de 128GB, e tela de 13.3” com resolução Full HD (1920×1080 pixels). Ele pesa 1,13kg e tem 13,6mm de espessura. Confira as fotos:

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Entre os modelos de destaque, temos os ATIV Book 5 e 6. Voltado para alto desempenho, o ATIV Book 6 tem opções com i5 e i7, 8GB de RAM, HD de 1TB, placa de vídeo AMD Radeon HD 8850M ou 8870M e tela de 15,6″ com apenas 1366×768 pixels.

Já o ultrabook ATIV Book 5 vem com processador Intel Core i5, 4GB de RAM, HD de 500GB + SSD de 24GB e tela LED de 13,3″ (1366×768).

Todos os modelos são fabricados no Brasil, e os preços sugeridos partem de R$1.299 (ATIV Book 2), R$2.349 (ATIV Book 4), R$2.599 (ATIV Book 5), R$3.149 (ATIV Book 6) e R$3.999 (ATIV Book 9).

SideSync: use seu Galaxy como extensão do computador

O SideSync é a função que permite que você use seu smartphone Galaxy (com Jelly Bean) como uma extensão do seu computador usando a conexão USB. As funções vão dos simples backup automático e carregamento da bateria (que, bem, qualquer USB faz, né?) a controle total do Android com mouse e teclado, passando por arrastar e soltar arquivos entre uma tela e outra.

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São duas opções de compartilhamento do telefone com o computador: Keyboard/Mouse Sharing, que transforma seu Galaxy numa espécie de “segundo monitor”, mas ainda rodando Android — você pode levar o cursor do mouse até ele e clicar nos apps e opções –, e Phone Screen Sharing, que reproduz no seu PC a tela do Android.

Tudo parece lindo e prático no vídeo, mas no pouco tempo em que pude usar, fiquei um tanto desapontado. O primeiro modo é difícil de usar, já que a interface touch do Android não foi pensada para se usar com touchpad. Parece lentidão, mas na verdade é você que não está acostumado a clicar, passar o dedo no touchpad e soltar o botão. É bem mais fácil passar o dedo na tela. Você também precisa descobrir que Esc e o botão do Windows do teclado do notebook são o voltar e o home do Android (ainda não sei qual botão do teclado equivale ao menu) para tentar melhor a experiência.

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Já o segundo modo, que replica a tela do celular no monitor do notebook, é um tanto estranho. Todas as transições de tela do Android ficam engasgadas e nada suaves na tela do computador. Além disso, a digitação é bem confusa: você precisa ativar o teclado do notebook no smartphone (igual quando instala um teclado extra, como o SwiftKey, por exemplo) e, mesmo depois disso, a digitação é feita numa pequena janela e precisa de um toque no Enter para ser “transferida” para o campo de texto do dispositivo.

Há coisas que parecem interessantes, claro: poder dar Ctrl+C e Ctrl+V em textos que estão no celular ou responder mensagens do WhatsApp direto da tela do computador. Talvez a experiência melhore à medida que você usa e se acostuma com o que dá ou não para fazer. Mas, com tudo cada vez mais conectado pela nuvem, não parece fazer tanto sentido assim usar um cabo para conectar as duas coisas.

Por fim, é engraçado pensar que o ATIV Book tem essa sincronização com o Galaxy, mas não com o ATIV S, que vem com o mesmo nome e Windows Phone 8. Claro, há uma série de questões relativas às possibilidades de personalização de cada sistema operacional móvel, mas não deixa de ser irônico.