Durante sua ronda por Marte, o rover Curiosity, da NASA, encontrou algo para lá de curioso. Na superfície do planeta vermelho estava uma formação rochosa que lembrava mais uma flor do que uma pedra. 

Não, a escultura não foi moldada por nenhum artesão extraterrestre. Na verdade, ela é resultado do movimento da água, que parece ter carregado os minerais que cimentaram a rocha. Assim, ao sofrer erosão, parte da pedra se foi, mas as áreas cristalizadas se mantiveram. Mais uma evidência de que existiu água em Marte, algo comprovado pela ciência nos últimos anos.

A foto foi tirada com o Mars Hand Lens Imager (MAHLI), uma câmera posicionada no final do braço robótico do Curiosity. Na imagem, a formação pode até parecer grande, mas seu tamanho é inferior ao de uma moeda. O rover registrou a flor de Marte no dia 24 de fevereiro, na cratera Gale. 

Não é a primeira vez que estruturas do tipo são registradas em solo marciano. Em 2004, o rover Opportunity já havia identificado minerais cristalizados pequenos e arredondados, que ficaram conhecidos como “mirtilos”. 

O próprio Curiosity, que completa dez anos em Marte em 2022, também já havia detectado rochas esculpidas similares a flor de Marte. Cientistas acreditam que mais formações do tipo devem ser reveladas à medida que os rovers caminham pela superfície do planeta vermelho.

Desde o início de sua missão, o rover Curiosity coletou evidências químicas e minerais que confirmam que Marte foi um planeta habitável. Agora, ele segue investigando o solo para ajudar pesquisadores a determinar quando isso aconteceu. 

 O Curiosity não está sozinho no espaço. Hoje, ele divide espaço com o rover Perseverance e o helicóptero Ingenuity, que exploram a Cratera Jezero, a 3.700 quilômetros de distância da Cratera Gale.