Ciência

Nova proteína anticongelante vai ajudar no transplante de órgãos

Danos em órgãos no estado criogênico podem impactar a conservação, afetando milhares de pessoas que precisam de transplantes
Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução

Um novo estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, revelou uma solução para combater os riscos de danos em órgãos para transplante durante o estado criogênico: a proteína anticongelante.

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Danos em órgãos no estado criogênico podem impactar a conservação, afetando milhares de pessoas que precisam de transplantes. A dificuldade em conservar órgãos de maneira efetiva por períodos extensos resulta em uma quantidade significativa de órgãos descartados devido a danos pela formação de cristais de gelo e outros efeitos criogênicos.

Publicado em abril, o estudo foca em pesquisas anteriores sobre proteínas que se relacionam com o gelo. O estudo demonstra como o uso estratégico de proteínas anticongelantes pode eliminar os danos criogênicos e revolucionar as técnicas de congelamento de órgãos. 

Os pesquisadores utilizaram um microscópio de última geração com uma platina com um controle preciso de temperatura e resfriamento rápido de 100 graus por segundo.

Desse modo, o estudo comparou amostras com o tipo de proteína anticongelante daquelas sem esse tipo de proteína. Através da implantação estratégica de diferentes tipos de proteínas anticongelante, como de peixes e de larvas de besouros, os pesquisadores conseguiram atrasar a cristalização no estado criogênico.

O estudo afirmou que os testes conseguiram influenciar a devitrificação mesmo em temperaturas abaixo de 80 graus negativos.

Futuro do transplante com proteína anticongelante

“As descobertas do nosso estudo marcam um passo adiante na tecnologia de conservar de órgãos”, explica um dos autores do estudo, Bar Dolev. De acordo com Dolev, a combinação de cada proteína anticongelante é uma grande promessa para estender a viabilidade de órgãos congelados e “permitir transplantes anteriormente impossíveis”.

Além disso, os pesquisadores enfatizaram o potencial impacto dessa descoberta, “abrindo a porta para uma nova era da conservação de tecidos e transplantes de órgãos”.

Os cientistas afirmaram que, com mais desenvolvimento dessa técnica, o período de conservação de órgãos será maior. Haverá melhorias também na qualidade dos órgãos durante o transporte e procedimentos inovadores de transplantes.

Esse estudo pode dar mais esperança sobre a disponibilidade de órgãos, prazos maiores de conservação e, sobretudo, mais vidas salvas.

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