A tecnologia, que vem sendo trabalhada há sete anos, esmaga eletrodos refletivos entre duas camadas líquidas, deixando a luz ambiente fazer o resto.

Por trás da tela há duas camadas líquidas (de óleo e um líquido de dispersão de pigmento, como um fluido de cartucho de tinta comum). Entre as duas camadas, há eletrodos refletivos. Imagine esses eletrodos como espelhos com altíssima capacidade de reflexão.

A luz ambiente entra pela tela e, após ultrapassar a primeira camada líquida, atinge os eletrodos. Quando a luz atinge-os, ele rebate e salta para os olhos do espectador, criando a percepção de uma imagem brilhante e colorida… ou textos, ou vídeos…

Uma pequena carga elétrica cria o movimento dos líquidos. O movimento ocorre entre uma camada mais funda por trás dos eletrodos refletivos, e entre uma camada acima na frente deles. Quando a substância pigmentada fica na camada “de cima” (esmagada entre a luz ambiente e os eletrodos), ela cria um raio refletido de luz colorida, que se combina com milhões (literalmente) de raios de luz ambiente para criar uma tela 100% colorida.

Mudar o que será exibido na tela requer energia, é claro – e exibir vídeo precisará de uma energia consideravelmente maior do que mudar a página de um e-Book – mas mesmo assim, uma imagem pode ser exibida sem usar uma gota de energia, como no e-ink. Os pesquisadores dizem que sua criação é dois terços mais brilhantes do que as telas Mirasol, da Qualcomm, que também promete colocar telas coloridas com baixíssimo consumo de energia no próximo ano.

As telas poderão ser produziras nas fábricas existentes atualmente, e os pesquisadores esperam que a tecnologia seja usado em supermercados, para mostrar ofertas e informações de produtos, nos próximos três anos. Que bom que eles estão pensando nas coisas mais importantes logo de cara. [UC]