Além do Megabox, Kim Dotcom vai lançar um novo serviço de compartilhamento de arquivos: o Mega é como o Megaupload, mas estará a salvo de ataques e interferência do governo, porque tem um “porto seguro protegido” para defender o serviço. Como isso funciona?

O Mega é basicamente igual ao Megaupload, já que permite aos usuários armazenar, acessar e compartilhar arquivos. A grande diferença? Os arquivos enviados para o Mega serão criptografados, e somente o usuário terá a chave única para descriptografá-lo. Segundo a Wired:

Caberá aos usuários e desenvolvedores de apps controlar o acesso a qualquer arquivo enviado, seja ele uma música, um filme, jogo, livro ou documento simples de texto. Os libertários da Internet certamente vão adotar este novo recurso.

E como a chave de decodificação não é armazenada com o Mega, a empresa não teria meios para ver o arquivo enviado a seu servidor. Como explica Ortmann, seria impossível para o Mega saber – ou ser responsável por – conteúdo que seus usuários enviaram. Isso foi projetado para criar um “porto seguro” protegido, evitando que o Mega assuma responsabilidade, e dando mais tranquilidade para o usuário.

É uma ideia bem esperta: se o governo chegar batendo na porta de um data center, ou se alguém hackear os servidores, eles não verão nada. Dotcom diz: “o que for enviado para o site permanecerá fechado e privado sem a chave”.

Basicamente, a ideia é que autoridades não terão uma entidade centralizada para perseguir: elas não poderão acusar o Mega, porque a empresa não sabe o que está em seus servidores. Dotcom acredita que isso só seria ilegal se criptografia se tornasse algo ilegal.

A Wired tem a reportagem completa, e vale a pena ler. Se o Mega realmente funcionar da maneira que Dotcom deseja, o Megaupload voltará maior, melhor e mais impossível de derrubar que nunca. [Wired via Torrent Freak]