Uma equipe de cientistas criou um novo modelo em alta resolução da complexa atividade magnética na superfície do Sol. O resultado é tão fascinante quanto aterrorizante. Observe a bola de plasma que sustenta tudo o que você mais ama, e sinta a sua sanidade indo embora.

Astrônomos há muito tempo sabem que há muito mais acontecendo na superfície do Sol do que conseguimos ver. A atividade da nossa estrela aumenta e diminui de acordo com o ciclo solar de 11 anos, em que faixas magnéticas torcidas, alimentadas pela rotação do interior profundo do Sol, migram através da superfície. Durante este ciclo, a quantidade de plasma de alta energia ejetado da superfície solar aumenta e diminui, dando origem a períodos de tempo de mais ou menos clima espacial aqui na Terra.



O ciclo solar de 11 anos é bem complexo por si só, mas ele é apenas uma parte da história. A atividade na superfície do Sol também depende de campos magnéticos pequenos e “caóticos”, resultado de turbulências. Agora, uma equipe de pesquisadores japoneses criou um modelo que incorpora ambos os aspectos da atividade solar – o caos em pequena escala e em larga escala – ao mesmo tempo.

O resultado é a representação mais fisicamente precisa do campo magnético do Sol já feita. Simulações como essa podem nos ajudar a prever quando o Sol vai lançar bilhões de toneladas de partículas magnetizadas em nossa direção através de uma ejeção de massa coronal. Ainda assim, nossa capacidade de fazer algo em relação a essas erupções é inexistente. Conforme aprendemos mais e mais sobre a nossa estrela, mais fica evidente que vivemos à mercê de um monstro.

[Science via Popular Science]