Felizmente, as vacinas já estão sendo aplicadas em diversos países. No entanto, isso não significa que os pesquisadores cumpriram sua missão e deixaram de estudar os imunizantes. Pelo contrário, as autorizações de emergência foram apenas um sinal de alívio para que os estudos continuassem enquanto a população começava a ser imunizada. O mais recente avanço foi com a vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech, que pode ser transportada de forma muito mais fácil do que a sua primeira versão.

Originalmente, um dos requisitos da vacina era que as doses deveriam ser mantidas a temperatura entre -60ºC e -80ºC durante todo o processo de transporte e armazenamento. Isso já havia levantado preocupações em relação às dificuldades de distribuição que tal condição poderia representar.

A Pfizer e a BioNTech coletaram novos dados que indicam que é possível armazenar o imunizante a temperaturas que variam entre -15ºC e -25ºC, o que corresponde ao padrão de freezers médicos disponíveis na maioria das clínicas e instalações de saúde. Os dados já foram submetidos à revisão da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos EUA.

Se mantidas a essas temperaturas, as doses podem durar até duas semanas. Um dos principais benefícios trazidos por essa flexibilização no transporte é que não será mais necessário limitar a distribuição. Empresas que já trabalham com serviços de entrega em larga escala, por exemplo, poderão contribuir com o processo de imunização da população. A própria Amazon já ofereceu seus serviços ao governo do presidente norte-americano Joe Biden.

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A Pfizer e a BioNTech afirmam que continuarão estudando formas de flexibilizar ainda mais as temperaturas exigidas para que a sua vacina se aproxime das doses desenvolvidas pela Moderna, que podem ser armazenadas a -20ºC e durar até um mês. Na semana passada, um outro estudo sobre a vacina da Pfizer/BioNTech havia sugerido uma eficácia de 85% contra casos sintomáticos de Covid-19 com apenas uma dose.

[TechCrunch]