Se você pensa que é dono de si mesmo, pense de novo. Embora tenha a liberdade de fazer o que acha que se parecem com decisões independentes, a verdade é que a maioria das coisas que você faz, dos ônibus que pega às coisas que come, tem sido otimizada pelo algoritmo mais invasivo do mundo.

A New Scientist deu uma olhada no algoritmo simplex, hoje com mais 60 anos, que é usado por todo mundo, de distribuidores de frutas a bancos, para tomar decisões acerca de problemas não lineares com tantas variáveis e resultados que eles fariam um cérebro humano explodir:

“Um gerente de fundos poderia… querer reorganizar um portifólio otimizado para equilibrar risco e esperar retorno de uma vasta gama de ações; alguém que cuida dos horários de uma ferrovia, para decidir como melhorar as ordens de pessoal e trens; ou um gerente de uma indústria ou hospital chegar à conclusão de como equilibrar recursos de maquinário finitos e espaços físicos…

Este é o trabalho do algoritmo.

Seu nome completo é algoritmo simplex e ele emergiu no final dos anos 1940 do trabalho do matemático norte-americano George Dantzig, que passou a II Guerra Mundial investigando formas de aumentar a eficiência logística da Força Aérea dos EUA… Uma das primeiras sacadas que ele teve foi a do valor otimizado da “função-alvo” — a coisa que queremos maximizar ou minimizar, seja lucro, tempo de viagem ou o que for — certamente estará em um dos cantos do politopo. Instantaneamente, isso tornou as coisas muito mais maleáveis: existem infinitos pontos dentro de qualquer politopo, mas sempre um número limitado de cantos.”

O texto faz um passeio pela história e cálculos por trás do algoritmo, que surgiu para ditar as coisas no mundo. Como um acadêmico cita nas explicações do artigo, “provavelmente dezenas ou centenas de milhares de chamadas ao método simplex são feitas a cada minuto.” A cada minuto.

É uma leitura fascinante e o faz pensar de verdade sobre o quanto de controle real você tem sobre a sua vida em comparação a um único algoritmo trabalhando em silêncio em alguns servidores empoeirados nos porões de todo o mundo. Nossa. [New Scientist. Imagem por jacj]