O ponto rosa brilhante visto na imagem acima vem do menor transistor de plasma do mundo, um dispositivo minúsculo que é 100 vezes menor do que a largura de um fio de cabelo humano. Não apenas é fino como também é resistente e, teoricamente, é capaz de suportar ambientes brutais. E pode mudar massivamente os eletrônicos de consumo.

Fabricado pelo Professor Massood Tabib-Azar e o estudante de doutorado Pradeep Pai na Universidade de Utah (EUA), este querida-encolhi-o-transistor é 500 vezes menor do que outros dispositivos de microplasma atuais. Transistores são detalhes essenciais dos dispositivos eletrônicos, controlando como a eletricidade flui nos chips de computador que dão poder para os dispositivos inteligentes que conhecemos.

Transistores de silício são o padrão da indústria, mas eles param de funcionar em temperaturas acima de 290ºC. Transistores de plasma usam gases carregados em vez de circuitos físicos para conduzir eletricidade. Os transistores de plasma atuais são usados em instrumentos médicos, fontes de luz, e outros ambiente de alta temperatura, mas eles são grandes consumidores de energia, e exigem mais de 300 volts – quase três vezes mais do que você consegue na tomada que está na sua parede.

Em comparação, o transistor minúsculo da equipe da Universidade de Utah precisa de apenas um sexto da voltagem de transistores maiores, e é capaz de sobreviver a temperaturas de até 800ºC. E já mencionamos que eles são incrivelmente pequenos?

Um transistor pequeno desses certamente tem grandes implicações. Tabib-Azar prevê que ele poderá permitir a engenheiros colocarem toda a configuração de imagens de raio-X em um smartphone, permitindo a soldados e técnicos de medicina realizarem exames no campo de batalha. Os pequenos transistores poderão também ser usados para detectar compostos químicos no ar. Ou fazer com que qualquer dispositivo baseado em transistores fique muito menor.

E a capacidade de aguentar altas temperaturas significa que esses caras podem ajudar a controlar as altas temperaturas geradas em reatores nucleares. “Este transistor tem potencial para iniciar uma nova classe de dispositivos que podem trabalhar em ambientes nucleares”, explica Tabib-Azar. “Esses eletrônicos baseados em plasma podem ser usados para controlar e guiar robôs para conduzir tarefas dentro de reatores nucleares, ou controlar o reator nuclear caso algo dê errado, e ele também pode funcionar em casos de ataques nucleares.”

Grandes possibilidades para algo tão pequeno. [Universidade de Utah via PhysOrg]

Imagem: Dan Hixson, Faculdade de Engenharia, Universidade de Utah