O FBI anunciou um programa da “Próxima Geração de Identificação” com custo estimado de US$ 1 bilhão. Com ele, o órgão espera reduzir ações criminosas e terroristas melhorando e expandindo a identificação biométrica e o histórico policial. A privacidade dos norte-americanos corre perigo?

A parte mais intrigante e que tem gerado as reações mais inflamadas é a do reconhecimento facial. Pense naquele mecanismo do Facebook que sugere nomes das pessoas que aparecem nas suas fotos; agora imagine uma versão maior, que abranja um país inteiro e que cruze imagens da polícia, de suspeitos e condenados, com as de câmeras de segurança, dessas cada vez mais comuns por aí — no Reino Unido, a proporção delas já é de 1 para cada 14 cidadãos; nos EUA ainda não se chegou a tanto, mas investimentos constantes são feitos na instalação de câmeras do tipo.  É mais ou menos isso o que o FBI pretende implantar nos Estados Unidos até 2014.

Lockheed Martin Transportation and Security Solutions levou a licitação e estará à frente da modernização do programa, que também contará com a ajuda da IBM. Ele prevê, além do reconhecimento facial, que ajudará na identificação e prisão de suspeitos e foragidos, mais agilidade na troca de informações entre as agências nacional, estaduais e municipais, melhorias no sistema de identificação por impressões digitais e outras relacionadas. A identificação de indivíduos através de imagens abre brecha para teorias conspiratórias (ouvi alguém gritar “1984” lá no fundo?); a essas, o FBI responde dizendo que considerações dessa natureza são inerentes ao programa, que constantemente analisa os impactos dessas novidades no fator privacidade e que está tudo de acordo com a legislação norte-americana sobre o tema.

Voltamos ao embate entre privacidade e segurança. Propostas como essa do FBI, inclusive já aprovada em alguns estados, soam controversas a você? [FBI via TNWWiredNY MTA. Foto: duncan c/Flickr]