Se teve alguém que foi assunto em 2021, foi o bilionário e CEO da SpaceX: Elon Musk. Suas inovações tecnológicas e viagens turísticas ao espaço lhe renderem, inclusive, o título de “personalidade do ano” pela revista Times.

Mas o que esperar do CEO em 2022?

Durante uma conferência virtual com a Academia Nacional de Ciências dos EUA, em novembro, Elon Musk abriu o jogo sobre seus planos para o próximo ano e, entre outros temas, afirmou que a SpaceX deve fazer o primeiro lançamento orbital da Starship, sua nave espacial, já em janeiro.

Musk foi além e não se limitou apenas ao “primeiro” lançamento. Também antecipou que os planos são para mais “uma dúzia” de partidas ao longo de 2022. Durante a reunião que durou mais de 8 horas com transmissão no YouTube, o CEO ainda revelou não acreditar que o primeiro lançamento seja um sucesso.

“Existem diversos riscos associados a esse primeiro lançamento, então eu não diria que ele tem boas chances de sucesso, mas nós vamos fazer muito progresso com ele mesmo assim”, disse.

Planos para a Starship

Ele ainda explicou que a Starship fará o primeiro de diversos testes orbitais em janeiro, com mais “um punhado” de voos de avaliação em seguida. Espera-se que até o final de 2022, a SpaceX deve começar a usar a nave orbital para lançar satélites de alto desempenho, para só então partir para missões maiores, como possíveis viagens tripuladas por astronautas.

A nave espacial foi projetada para transportar carga e passageiros para a órbita da Terra, Lua, e Marte. “Em última análise, a Starship foi projetada para ser um mecanismo de transporte generalizado para o sistema solar maior”, disse Musk.

O fundador da SpaceX visa usar a Starship para colonizar Marte. “Acho que, para que a vida se torne multiplanetária, precisaremos de talvez 1.000 naves ou algo parecido”, ressaltou ele.

Chips cerebrais

Além das viagens ao espaço, Elon Musk também tem planos de colaborar com a implantação de chips cerebrais em 2022. A Neuralink , empresa cofundada por Musk em 2016, está desenvolvendo chips para humanos que gravam e estimulam a atividade cerebral.

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O principal objetivo é contribuir para aplicações médicas, como tratamento na medula espinhal e distúrbios neurológicos.

“Estamos fazendo muitos testes e confirmando que é uma tecnologia segura e confiável, que pode ser removida sem problemas. Esperamos alcançar esse feito nos primeiros humanos, pessoas com doenças graves na medula espinhal como tetraplégicos e quadriplégicos no ano que vem, dependendo da aprovação da FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos).” (Elon Musk)