Dois anos e meio depois, o físico atômico britânico que inventou estes óculos ajustáveis, que não requerem um oculista, agora está trabalhando com o Banco Mundial e a Dow Corning Corporation para fornecer 200 milhões de óculos para crianças da África e Ásia.

Joshua Silver, o homem que concebeu estes óculos há 20 anos, quando trabalhava como professor de física na Universidade de Oxford, na Inglaterra, foi selecionado na semana passada como candidato para um prêmio europeu de 2011 para inventores. Ele espera criar um bilhão de pares de óculos, mas ainda está lutando para chegar ao custo de US$1,60 (R$2,60) por par. No momento, eles custam cerca de US$24 (R$39) para fabricar, mas como Silver diz, “nós temos que abaixar esse custo se quisermos levá-los em quantidade para crianças na África ou Ásia”.

Se o projeto der certo, para usar o óculos é só olhar para uma tabela optométrica – aquela tabela com várias letras que você sempre encontra no consultório do oftalmologista – e ajustar os óculos manualmente. Eles funcionam preenchendo as duas lentes adaptáveis com gel de silíca. Quanto mais gel for introduzindo nas lentes finas, mais forte o grau. Astronautas usam um óculos parecido, que já mostramos aqui antes.

Outro problema que Silver está enfrentando é estético: a armação não é das mais bonitas. “Se queremos que adolescentes usem estes óculos, teremos que torná-los menos indiscretos e mais estilosos. Basicamente, queremos deixá-los parecidos com óculos comuns”, disse Silver. [The Guardian]