O ditado “os opostos se atraem” pode parecer muito simplório quando se tratam de relacionamentos. No entanto, dois novos estudos indicam que existe um pouco de ciência por trás dessa teoria.

Pesquisadores da Universidade Carolina de Praga publicaram na revista Frontiers in Psychology que pessoas solteiras são mais atraídas por pessoas que se parecem menos com elas, em comparação com aqueles que já estão em um relacionamento.

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No primeiro estudo, 91 mulheres e 21 homens entre 21 e 31 anos viram uma série de fotografias de outras pessoas. Os cientistas pediram para que escolhessem qual das fotos eles preferiam e que classificassem o quão atraentes elas eram. Eles também pediram para que avaliassem a credibilidade para relacionamentos a curto e longo prazo que sentiam ao olhar as imagens.

No segundo estudo, um grupo similar precisou avaliar o quão “sexy” ou “belo” eram os homens e mulheres em outro conjunto de fotos.

O truque? As fotos foram manipuladas para que ficassem mais parecidas com os participantes — antes da pesquisa os pesquisadores pediram fotos de cada um. Os participantes que eram solteiros costumavam classificar os rostos mais diferentes como mais atraentes, enquanto aqueles que estavam em um relacionamento preferiam aparências mais semelhantes.

De acordo com os pesquisadores, isso dá mais credibilidade à teoria de que somos atraídos por pessoas com aparências diferentes por instinto. Assim evitamos a consanguinidade e promovemos diversidade genética. Por outro lado, as pessoas em relacionamentos duradouros tendem a se importar menos com isso.

“Isso pode ser uma estratégia para manter o relacionamento, nos prevenindo de procurar alternativas aos nossos parceiros. Ou talvez a semelhança se torne mais importante em termos da aceitação social que esperamos receber dos nossos parentes” disse em um comunicado a líder do estudo, Jitka Lindová.

Outra possibilidade para essas escolhas, segundo os pesquisadores, é a testosterona, que é encontrada em menor quantidade em homens que estão em relacionamentos em comparação com aqueles que estão solteiros (isso também pode acontecer com as mulheres, mas ainda não há dados o suficiente para sustentar a tese).

O estudo tem alguns limites, no entanto. A amostragem é pequena e com pessoas relativamente jovens. Além disso, o estudo não levou em consideração pessoas homossexuais e com orientações sexuais não-tradicionais.

Os participantes que se sentiam atraídos por pessoas do mesmo sexo foram instruídos a responder como eles classificariam a beleza baseando-se no que uma pessoa do sexo oposto acharia atraente.

E eu não tenho certeza se “sexy” e “belo” são, necessariamente, qualidade opostas. (Você não pode ser as duas coisas?) Mas talvez isso esteja relacionado com as definições subjetivas das palavras.

[Frontiers in Psychology via MedicalXpress]