Acho que se os futuristas dos anos 50 vissem até onde chegamos em 2012 – em se tratando apenas de inovação – eles não ficariam decepcionados. Mas tem uma área na qual realmente fracassamos: carros voadores.

A revista Mechanix Illustrated prometia em 1957 que, em dez anos, usaríamos este “disco voador de plástico” (plástico era a grande mania da época), que se eleva verticalmente para então decolar:

À medida que o indutor semelhante a uma ventoinha começa a girar com um ruído agudo, os flaps automáticos com servomecanismo abrem e uma torrente de ar é puxada para dentro das asas circulares. Ele flui cada vez mais rápido, formando o padrão de ascensão de uma decolagem com asas fixas, pronto para acelerar. Por um momento, o disco voador trêmulo fica parado. Então, devagar e fluidamente, ele sobe verticalmente ao ar como um elevador… O indutor em forma de ventoinha gradualmente desacelera até parar e os flaps se fecham. Funcionando agora como um avião com asas fixas, nosso disco voador se move para o lado e vai para o sul, a uma velocidade de 265km/h no ar.

São poucas as imagens tão retrofuturistas quanto as de um carro voador. Décadas e décadas depois, ainda estamos aqui, presos em engarrafamentos todo dia só para chegar ao trabalho, enquanto olhamos para cima e vemos um espaço ainda inutilizado, onde poderíamos estar voando entre os prédios, ou acima de rodovias.

Sim, nós merecemos carros voadores. E sim, a humanidade criou o carro voador, mas há tantas limitações para levá-lo às massas que, quando ele chegar, já estaremos indo de um lugar a outro via teletransporte. [Modern Mechanix via Retronaut]