Todos os dias, dezenas de objetos são esquecidos nos aeroportos brasileiros. Diante da necessidade de chegar com antecedência e cumprir os procedimentos das empresas aéreas, é comum que os passageiros mais afoitos ou desatentos acabem perdendo seus itens pessoais.

Segundo a Infraero informou ao Gizmodo Brasil, dos aeroportos atualmente administrados pela agência, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi o que teve o maior número de ocorrências no ano passado, com 6.578 objetos perdidos. Em seguida aparecem Santos Dumont com 4.180, Curitiba com 3.150, Goiânia com 1.732 e Belém com 1.334.

No total, foram 16.022 objetos perdidos em 2021 somente nesses aeroportos, um aumento de 21% em relação ao ano anterior.

Apesar desses números altos, a agência ressalta que a perda de objetos teve uma redução significativa por conta da redução dos voos durante a pandemia. Conforme o fluxo normal for sendo retomado, o número de objetos esquecidos deve subir novamente.

No caso de Congonhas, por exemplo, em 2019 –ou seja, antes da pandemia– o total de objetos perdidos chegou a 16.236.

Fonte de dados: Infraero

De tudo um pouco

A Infraero afirma que os operadores acabam encontrando diversos objetos inusitados. Entre eles estão chaves de automóveis; bengalas; cadeiras de rodas; colares cervicais de cunho ortopédico; pranchas de longboard e bodyboard; travesseiros; álbum de fotos de casamento; alianças e até mesmo as próprias malas.

De forma geral, óculos, relógios, brincos, bolsas e apoios de pescoço destacam-se entre os objetos encontrados. Na parte de eletrônicos, os objetos mais perdidos são fones de ouvido e pendrives. Porém, eventualmente, os passageiros também acabam esquecendo notebooks e celulares.

Mochilas cheias de roupas usadas, óculos de grau, livros e, até mesmo, cadeiras de rodas são esquecidos nos aeroportos. Imagem: Infraero/Divulgação

Como comunicar um sumiço

No caso de algum passageiro perder ou encontrar algum objeto, a Infraero recomenda que a pessoa vá até um balcão de achados e perdidos do aeroporto para que seja feito o registro e eventual devolução, quando for o caso.

No aeroporto de Congonhas, por exemplo, o setor de achados e perdidos está localizado no Terminal 3, no Piso Embarque. Ele funciona 24 horas por dia, com os itens sendo guardados pelo prazo máximo de 60 dias.

Já os documentos perdidos em Congonhas — exceto passaportes brasileiros e RNE (Registro nacional de estrangeiros), que são enviados à Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de São Paulo –serão encaminhados aos respectivos órgãos de emissão após 60 dias do recebimento.

A Infraero orienta que para comprovar a perda, é necessário que o proprietário descreva as características do objeto esquecido. Segundo a agência, apenas 30% dos objetos cadastrados são resgatados pelos donos. O restante é separado, catalogado e doado para entidades assistenciais.